Dilemas de um partido de governo: conflitos entre PT e Governo Lula (2003-2006)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Silva, Pedro Gustavo da Sousa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: www.teses.ufc.br
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/6375
Resumo: A vitória de Lula nas eleições 2002 inaugurou um quadro completamente novo no cenário político nacional. O PT e os tradicionais aliados (PC do B, PSB, CUT, UNE, MST, etc.) assumem pela primeira vez a tarefa de “ser governo” no âmbito federal. Embora o Partido fosse a principal força política da gestão no Poder Executivo e no Congresso Nacional, a sigla despontou como um dos agentes que mais divergiram do governo Lula. De um lado, setores do PT cumprem o papel de protagonistas nas tensões com o governo. De outro lado, uma parte majoritária do Partido faz a defesa da gestão e segue as orientações do Poder Executivo para as votações no Congresso Nacional. Essa dinâmica de conflitos entre PT e governo Lula (2003-2006) constitui meu objeto de estudo. Busco entender as razões dos conflitos entre esses agentes. A investigação percorreu diversas fontes, dentre as quais se destacam: notícias veiculadas na imprensa (Folha de São Paulo impresso e on-line), periódicos do PT e de suas tendências, sites vinculados aos personagens e instituições da pesquisa (PT e suas tendências, parlamentares), documentos partidários (resoluções, notas, manifestos), textos acadêmicos referentes ao assunto, revistas, etc. No que diz respeito ao arcabouço teórico, conceitos como trade-off eleitoral, “linha política” e “coalizão dominante” foram tomados como essenciais para a análise do material empírico e elaboração dos argumentos. Para além da disputa entre projetos e perspectivas ideológicas, os conflitos entre petistas e governo expressavam também os distintos parâmetros de ação que orientavam os agentes políticos. A esquerda petista e o grupo dominante no PT pautaram a relação com os dirigentes governamentais através de distintos parâmetros.