O projeto Crescer com Arte Pio XII e a política de atendimento ao adolescente em vulnerabilidade social: uma análise à luz da crítica marxista.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Silva, Rosângela Ribeiro da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: www.teses.ufc.br
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/3225
Resumo: A presente pesquisa demonstra a articulação da atual política de assistência sócio-educacional do adolescente no Brasil às exigências do processo de reprodução do capital em crise, exigências essas que estão devidamente referendadas pelos organismos de defesa do sistema, como o Banco Mundial e a UNESCO, e cuja lógica alcança as determinações político-legais nas esferas nacional, estadual e do município de Fortaleza, Ceará. Na esfera municipal apresentamos o Projeto Crescer com Arte Pio XII de forma devidamente crítica e contextualizada, o qual cumprimos uma revisita ao arcabouço categorial que está na base das relações onto-históricas entre trabalho, educação e reprodução social; situamos a educação no processo de reprodução do capital, particularizando o momento atual da sociabilidade do capital, marcado por uma crise de natureza estrutural (MÉSZÁROS, 2000); cotejamos as diretrizes da política sócio-educativa emanadas do Banco Mundial e da Unesco para a periferia do capitalismo, destacando a concepção de vulnerabilidade social e as estratégias de inclusão social do adolescente socialmente vulnerável presentes nas referidas diretrizes. No que diz respeito, mais diretamente, ao objeto específico do nosso estudo, apresentamos o Projeto Crescer com Arte Pio XII, no quadro da política de atendimento ao adolescente no Município de Fortaleza, explicitando seus princípios e formas de operacionalização. De acordo com as evidências trazidas à tona, consideramos que o conjunto dos documentos que tratam da assistência sócio-educacional em situação de vulnerabilidade social no Brasil, direcionados pelos organismos acima referidos e implementados pelos governos federal, estadual e municipal, desde o seu ponto de partida ligam-se, inevitavelmente, aos interesses de reprodução ampliada do capital. Mas, independentemente disso, compreendemos a necessidade histórica e premente de se engendrar um processo educacional que efetivamente esteja ontologicamente, imbricado, articulado a um projeto de emancipação da classe trabalhadora, já que são os trabalhadores, nas palavras de Mészáros (2002), os verdadeiros sujeitos da emancipação, estejam eles na escola, na rua, no trabalho, nos sindicatos ou no submundo juvenil.