Avaliação dos hábitos de vida e miccionais de mulheres com incontinência urinária submetidas a terapia comportamental em grupo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Gomez Mendez, Luisa Maria
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/73525
Resumo: Introdução: A terapia comportamental (TC) consiste em oferecer estratégias de educação e aprendizado de novas habilidades, sobre aspectos da anatomia e fisiologia do assoalho pélvico (AP), sistema urinário e reprodutivo, adoção de melhores hábitos de vida e miccionais, a fim de minimizar ou abolir sintomas urinários, incluindo a incontinência urinária (IU). Objetivo: Analisar os hábitos de vida e miccionais de mulheres com incontinência urinária antes e após a TC em grupo. Métodos: Estudo quase- experimental, prospectivo e quantitativo do tipo pré- e pós-teste, realizado no Serviço de Fisioterapia Pélvica do Ambulatório de Uroginecologia da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC) e no Laboratório de Saúde da Mulher da Universidade Federal do Ceará (UFC), vinculado ao Projeto de Extensão Fisioterapia na Saúde da Mulher (PROFISM). Mulheres a partir de 18 anos de idade, com diagnóstico de IU de qualquer etiologia, foram submetidas como primeira opção de tratamento conservador a um protocolo de TC, realizado em três encontros de quarenta e cinco minutos, uma vez por semana, durante três semanas consecutivas e mais um encontro após um mês do término da TC, totalizando quatro encontros. Os desfechos foram avaliados por meio do questionário para o diagnóstico de incontinência urinaria (QDIU), o domínio -medidas de gravidade- do King´s Health Questionnaire (KHQ), um questionário de conhecimento sobre o assoalho pélvico, e um instrumento com dados sociodemográficos, clínicos, os hábitos alimentares e hábitos de vida (atividade física, posturas utilizadas para urinar, frequência de fumo e frequência de consumo de bebidas alcoólicas). Todos os instrumentos foram aplicados em três momentos: antes de iniciar a TC (Q1), imediatamente após terminarem a TC (Q2), e um mês depois da TC (Q3). Resultados: Amostra de 76 participantes. Observou-se redução no domínio -Medidas de Gravidade- do KHQ, e, do QDIU tanto da, incontinência urinária de esforço como da incontinência urinária de urgência, em ambas comparações (Q1 vs. Q2) e (Q1 vs. Q3) nos dois questionários (p<0,001). Quanto ao conhecimento do assoalho pélvico, houve um aumento significativo na comparação (Q1 vs. Q2) (p<0,001). Observou-se que, após a TC, o consumo de bebidas alcoólicas e o fumo diminuíram e a proporção de mulheres que realizavam atividade física aumentou. Assim como a porcentagens de mulheres que adotavam a postura correta para urinar e evacuar. Os três alimentos mais consumidos foram: café (92,1%), frutas ou sucos cítricos (93,4%) e alimentos à base de tomate (75,0%), evidenciando uma redução significativa dos três, na comparação (Q1 vs Q3) (p<0,001). Conclusão: Após a TC em grupo, houve mudanças nos hábitos de vida e miccionais de mulheres com incontinência urinária.