Sequenciamento e análise filogenética do gene da nucleoproteína de vírus da raiva isolados de bovinos nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina
Ano de defesa: | 2016 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do ABC
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Biossistemas
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Link de acesso: | http://biblioteca.ufabc.edu.br/index.php?codigo_sophia=106510&midiaext=74697 http://biblioteca.ufabc.edu.br/index.php?codigo_sophia=106510&midiaext=74697/index.php?codigo_sophia=106510&midiaext=74698 |
Resumo: | A raiva é uma zoonose que atinge todos os mamíferos e ocasiona encefalite fatal. O agente etiológico da infecção é o vírus da raiva (RABV), um vírus RNA membro da família Rhabdoviridae, gênero Lyssavirus. Morcegos e cães são os principais reservatórios do vírus na América Latina e são responsáveis pela manutenção de diferentes ciclos da infecção, denominados ciclos "aéreo, silvestre e rural", onde os morcegos são os maiores protagonistas, e o ciclo urbano, onde os cães domésticos são os principais reservatórios. Nos estados do Rio Grande do Sul (RS) e Santa Catarina (SC), sul do Brasil, a raiva em cães domésticos tem sido controlada por mais de 20 anos. A raiva rural, porém, ainda é endêmica e os bovinos têm sido acometidos de forma frequente com oscilações periódicas em ambos estados. Apesar do aumento nos estudos sobre análises genéticas de isolados brasileiros do RABV, vírus do sul do Brasil têm sido pouco estudados. Este trabalho foi realizado para identificar linhagens genéticas de RABV que circulam nos estados do RS e SC, a fim de contribuir no entendimento das razões para perpetuação da raiva rural na região. Foram selecionadas 50 amostras isoladas de bovinos no RS e 9 em SC e submetidas a Transcrição Reversa seguida da Reação em Cadeia pela Polimerase (RT-PCR) e sequenciamento genético da nucleoproteína do RABV. Foi possível identificar, no RS, a circulação de duas sublinhagens (1A e 1B) de RABV, ambas com características semelhantes a linhagem genética de morcegos hematófagos Desmodus rotundus. Em SC foi identificada apenas uma sublinhagem de RABV (1B). Não foram identificados marcadores genéticos específicos que possam ser relacionados com a distribuição geográfica dos vírus. |