A linguagem das mercadorias em Marx

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Bogo, Ademar lattes
Orientador(a): Moura, Mauro Castelo Branco de lattes
Banca de defesa: Moura, Mauro Castelo Branco de lattes, Silva, João Carlos Salles Pires da lattes, Menegat, Marildo lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGF) 
Departamento: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH)
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41271
Resumo: Este trabalho sobre a linguagem das mercadorias em Marx, busca compreender em que medida a linguagem que falamos entre nós é a linguagem que os nossos objetos falam entre si. Para isso, seguimos o caminho trilhado pelo próprio Marx quando, em sua obra O capital, considera que a riqueza nas sociedades nas quais vigora a produção capitalista, configura-se como uma imensa acumulação de mercadorias. Para chegarmos à linguagem das mercadorias tomamos como ponto de partida a natureza e a forma do valor e, percebemos que em Marx as relações sociais entre os trabalhos aparecem no mercado como relações materiais entre as pessoas e relações sociais entre coisas que dialogam pela magnitude do valor presente em cada uma delas. Sendo assim, após aprofundarmos o papel da dupla natureza do trabalho, concreto e abstrato percebemos que, uma vez no mercado, a mercadoria transforma-se em algo ao mesmo tempo perceptível e impalpável fazendo com isso surgir a capacidade misteriosa da criatura colocar a seu serviço o próprio criador que a produziu. O estudo aponta para as consequências de que, quanto mais complexa se torna a divisão social do trabalho, maior é a variedade das mercadorias produzidas e o alcance das mensagens de dominação que elas carregam para todos os lugares, abrindo novos mercados e influindo sobre as culturas locais, ou, por ocasião das crises de superprodução destroem as próprias mercadorias e os meios que as produziram. Em razão disso, embora os homens estejam presentes em todos os momentos e as trocas sejam realizadas no mundo em que eles vivem com as próprias leis e normas morais, é a lei do valor que impera como força reguladora das trocas fazendo com que eles sejam obrigados a falarem a linguagem dos objetos com os quais se relacionam.