Hidrocarbonetos policíclicos aromáticos no Recôncavo Baiano: exposição ambiental e risco de câncer em humanos
Ano de defesa: | 2018 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | , , , |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia
Instituto de Química |
Programa de Pós-Graduação: |
em Química
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
brasil
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Palavras-chave em Português: | |
Área do conhecimento CNPq: | |
Link de acesso: | http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/30056 |
Resumo: | Hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs) são poluentes geralmente emitidos por processos de combustão. Atividades petrolíferas e industriais são uma das fontes principais de HPAs por lançamentos no meio ambiente via emissões atmosféricas, efluentes líquidos, derramamentos e resíduos sólidos. A principal preocupação em relação à saúde é o câncer. O objetivo deste estudo foi avaliar o incremento do risco de câncer durante o tempo de vida devido à exposição a HPAs no material particulado do ar ambiente, água de beber e moluscos comestíveis em diversos pontos de diferentes municípios com atividades industriais do Recôncavo Baiano e região metropolitana de Salvador: Caípe, Candeias, Ilha de Maré, Jabequara e Madre de Deus, São Francisco do Conde, como áreas industrias e de atividades petrolíferas; Baiacu e Saubara, como áreas a jusante das emissões industriais, porém distantes; Salvador, como área urbana; Arembepe e Praia do Forte, como áreas de referência. A metodologia adotada foi uma avaliação probabilística usando o método Monte Carlo por meio do software Oracle Crystal Ball. Os resultados das simulações considerando 70 anos de vida (percentil 95%) mostraram que o maior incremento de risco de câncer durante um tempo de vida (70 anos) se encontra em Caípe com risco de 1,3 x 10-3, o que significa entre um a dois casos adicionais de câncer numa população de mil pessoas, valor acima do tolerável; Ilha de Maré com risco de 9,4 x 10-4, São Francisco do Conde com risco de 3,0 x 10-4 e Madre de Deus com risco de 1,6 x10-4, todos valores acima dos máximos aceitos. Nessas localidades, quase todo o risco é associado ao consumo de moluscos locais. Dos municípios para os quais não existem dados de consumo de moluscos, Candeias apresentou o maior incremento de risco de câncer, 5,2 x 10-5, associado à alta concentração de HPAs no material particulado atmosférico. Dentro da faixa aceita para incremento de risco de câncer encontram-se Jabequara (6,5 x 10-6), Saubara (1,5 x 10-6) Baiacu (7,2 x 10-7), Salvador (4,9 x 10-7), Praia do Forte (2,3 x 10-6) e Arembepe (7,8 x 10-9). As estimativas de incremento do risco de câncer associadas à exposição a HPAs para as populações consumidoras de mariscos situadas no norte e nordeste da baia de Todos os Santos requerem a atenção das agências de saúde e meio ambiente. |