Medidas tradicionais, formânticas e cepstrais nas vozes de cantores treinados e não cantores

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Santana, Morgana Caires de lattes
Orientador(a): Sampaio, Marília Carvalho lattes
Banca de defesa: Sampaio, Marília Carvalho lattes, Scarpel, Renata D’Arc lattes, Masson, Maria Lúcia Vaz lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós Graduação em Ciências da Reabilitação (PPGREAB)
Departamento: Instituto Multidisciplinar de Reabilitação e Saúde (IMRS)
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Voz
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41069
Resumo: Objetivos: Comparar medidas acústicas em vozes de cantores treinados e não cantores e avaliar medidas acústicas entre as diferentes intensidades e frequências vocais subjetivas no total de participantes. Métodos: estudo descritivo e transversal em dois grupos, um de cantores populares treinados (n=14) e outro de não cantores (n=16) dos sexos feminino e masculino, com e sem queixas vocais. Eles emitiram a vogal /a/ nas intensidades fraco, habitual e forte e frequências grave e aguda, além de cantarem a canção “parabéns pra você” nas intensidades habitual e forte. As vozes foram gravadas em um Laboratório de Voz e Conforto Acústico em cabine de gravação com tratamento acústico, foi utilizado um questionário de hábitos vocais e o IDV reduzido. As medidas usadas foram a PHR, PPC, PPCS, f0, f0 mínimo, f0 máximo e formantes F1-F4 de vogais sustentadas e extraídas da canção. Resultados: No grupo de cantores treinados todos cantavam como atividade religiosa ou recreativa (100%), (35,7%) desse grupo apresentou pontuação do questionário IDV reduzido acima do ponto de corte, enquanto 35,7% trabalhavam como professores de canto, além da própria atividade do canto, e 42,8% realizaram terapia fonoaudiológica e acompanhamento otorrinolaringológico previamente. No grupo de não cantores, 43,7% das pessoas cantavam como atividade religiosa ou recreativa e ficaram acima do ponto de corte no questionário IDV reduzido. A f0 máxima nas tarefas da canção, e a F1 da vogal /e/ extraída da canção em intensidade subjetiva forte, foram significativamente maiores no grupo de cantores treinados. As demais medidas não apresentaram diferenças estatisticamente significantes. Considerando o total de participantes, nas medidas PPC e PPCS, houve a elevação dos valores na intensidade forte. Já na emissão em frequência subjetiva aguda, o PPC e PPCS diminuíram. Nas medidas acústicas formânticas, os valores do primeiro formante (F1) elevaram com o aumento da intensidade subjetiva. Conclusão: Os cantores treinados podem alcançar frequências mais altas na tarefa da canção em intensidade forte. Tanto em cantores quanto em não cantores, houve uma relação entre a intensidade vocal subjetiva, o pitch subjetivo e as medidas acústicas PPC e formantes, indicando uma relação estável entre a configuração do trato vocal e a qualidade vocal, independentemente do nível de uso da voz e de treinamento.