Trocadilhos étnicos: a política indigenista, suas resistências e interpretações no Sul da Bahia. - 1926-1938

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Andrade, Kelly Silva Prado
Orientador(a): Paraíso, Maria Hilda Baqueiro
Banca de defesa: Freitas, Antônio Fernando Guerreiro de, Marcis, Teresinha
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em História
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/23398
Resumo: Esta dissertação discute o processo histórico de instalação do Serviço de Proteção aos Índios – SPI, no Sul do Estado da Bahia, e suas implicações para a relação entre grupos indígenas, moradores da região e agentes do SPI no estado. Para tanto, faz uma análise dos relatórios de trabalhos encaminhados à diretoria do SPI, escritos pelos funcionários do SPI no estado desde o ano de 1911 até o ano de 1938, entre outros documentos escritos por moradores da localidade, jornalistas, entre outros. Destaca-se as constantes tentativas de extinção da área a ser reservada para utilização dos indígenas por parte dos grandes posseiros, agricultores e políticos da região. As contestações vinham através de abaixo-assinados, memoriais justificando a inutilidade da reserva, e até mesmo através de denúncias forjadas de ligações de indígenas e responsáveis pelo Posto com grupos comunistas. Por fim, a partir de um acordo entre governo do estado e governo federal, conseguiram a diminuição da área da reserva e a autorização para a contratação de arrendamentos dentro da área reservada. Procuramos demonstrar as especificidades e tensões das relações entre Estado, sociedade nacional e grupos indígenas, chamando a atenção para o papel do trânsito dos grupos indígenas por outras culturas e a absorção de elementos do outro, bem como a forma como os representantes da sociedade nacional viam essas absorções e como percebiam o significado de “ser indígena”.