Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2005 |
Autor(a) principal: |
Almeida, Aline Mota de |
Orientador(a): |
Santa Rosa, Darci de Oliveira |
Banca de defesa: |
Zaleski, Elizabeth Gonçalves Ferreira,
Lopes, Regina Lúcia Mendonça,
Tavares, José Lucimar |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Escola de Enfermagem
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Enfermagem
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/30580
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Resumo: |
Este estudo emergiu da reflexão acerca das minhas vivências, como estudante e profissional de enfermagem, atuante há cerca de 11 anos, junto aos clientes portadores de Insuficiência Renal Crônica (IRC), que são submetidos a tratamento de Hemodiálise (HD). As inquietações quanto à necessidade de promover o cuidado humanizado, baseado na inter-relação, compreensão e no respeito, com efetiva participação dos clientes, conduziram-me a definir como objeto de estudo: Significado da liberdade e da responsabilidade pelo cuidar de si para o cliente em hemodiálise. A escolha de o termo cuidar de si deu-se por considerá-lo não apenas ações de autocuidado, mas espaço de reflexão e de exercício da liberdade e da responsabilidade do cliente frente a sua existência. Utiliza uma abordagem existencialista pautada na Análise Existencial de Viktor Emil Frankl e em referencial teórico sobre o cuidar. Considerando tratar-se de uma pesquisa exploratória descritiva, estabeleci como objetivo: compreender o significado da liberdade e da responsabilidade pelo cuidar de si do cliente em hemodiálise. Assim, a Fenomenologia foi usada como método para análise. A coleta de dados foi realizada em um Hospital Público da cidade de Salvador, na Bahia, e foram depoentes clientes com diagnóstico de IRC que realizavam hemodiálise há mais de seis meses, e que, após serem devidamente esclarecidos, concordaram livremente em participar do estudo. A técnica de coleta dos depoimentos foi a entrevista fenomenológica. Na compreensão dos significados à luz da Análise Existencial de Viktor Frankl, emergiram as categorias: liberdade limitada pela responsabilidade diante da HD; liberdade e responsabilidade vivenciadas em situações que envolvem valores; responsabilidade frente à tridimensionalidade do ser cliente em HD cuidando de si; vazio existencial e sentido da vida. Ao penetrar na estrutura do fenômeno compreendi que os clientes vivenciam a liberdade como algo perdido, situado e limitado pela responsabilidade requerida pelo tratamento de HD. Frente a essa responsabilidade emergiram valores de atitude e de experiências, não tendo sido revelados valores criativos, mas sim, a falta de confiança na capacidade de modificar a situação em que vivem. Mantêm, através da fé em Deus, a esperança de sobreviver e de obter a cura, contudo, a falta de sentido da vida os conduz a vivenciarem a frustração, o vazio de autovalor e o vazio existencial. O sentido da vida foi desvelado através da vivência, quer do tratamento como meio restaurador da saúde, quer do amor dedicado à família. Durante o estudo, retornei freqüentemente às minhas inquietações do cotidiano profissional, ao ser enfermeira que cuida do cliente em tratamento hemodialítico. Neste sentido, fez-me repensar minha prática, permeando-a, ainda mais, com sentimentos de respeito à liberdade e à responsabilidade exercida pelos clientes frente às situações diárias impostas pela vida. A compreensão alcançada por este estudo tem possibilidade de contribuir como subsídio às discussões e reformulações de currículos e disciplinas do curso de enfermagem para que contemplem o cuidar, promovendo um planejamento de atividades onde o ser cuidado possa exercer sua liberdade como ser existencial. |