Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2014 |
Autor(a) principal: |
Cavalcante, Fernando Parente Lira |
Orientador(a): |
Souza, Marcelo Embiruçu de |
Banca de defesa: |
Embiruçu de Souza, Marcelo,
Bastos, Antônio Virgílio Bittencourt,
Andrade, José Célio Silveira,
Costa, Ana Paula Cabral Seixas |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia, Departamento de Engenharia Quimica
|
Programa de Pós-Graduação: |
Engenharia Industrial
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
brasil
|
Palavras-chave em Português: |
|
Área do conhecimento CNPq: |
|
Link de acesso: |
http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/21692
|
Resumo: |
O grau e a qualidade do crescimento econômico de um país assim como sua capacidade de inovação e desenvolvimento tecnológico guardam uma estreita relação com a qualidade e quantidade dos seus engenheiros. O Brasil não tem se destacado neste setor, mesmo se caracterizando como um país de proporção quase continental e com uma população da ordem de 200 milhões de habitantes, apresentando um PIB nominal que o coloca entre as dez maiores economias do mundo nos últimos 20 anos, dispondo de variadas fontes de recursos naturais para geração de matéria-prima e de energia, e contando com um ambiente sóciopolitico- econômico que vem favorecendo seu desenvolvimento. A classificação dos últimos anos das 100 melhores universidades no campo da engenharia e tecnologia, conforme o Times Higher Education World University Rankings, não inclui qualquer instituição brasileira. O índice FIESP de Competitividade das Nações coloca o Brasil na 37ª posição em 2012, dentre 43 países avaliados, e o índice de 0,24 patentes de residentes no país/ 10.000 habitantes é bastante reduzido quando comparado ao valor 6,5 para o mesmo indicador medido entre os países de competitividade elevada. Por sua dimensão e importância, principalmente para seus habitantes, o país precisa criar uma base sólida para manter seu crescimento econômico e social através de um desenvolvimento tecnológico sustentável. Se inovação e tecnologia são inseparáveis da engenharia, é necessário formar novos engenheiros com qualificação compatível para a geração de ideias e sua transformação em novos processos, novos produtos, novas tecnologias. A existência de mais de 600 IES no Brasil, com uma oferta em torno de 2.800 cursos de engenharia e um ingresso anual (2011) da ordem de 195.000 novos alunos, parece indicar que não há propriamente uma limitação quantitativa no número de faculdades existentes e de alunos matriculados para formar novos engenheiros no país. Por outro lado, um número aproximado de 45.000 concluintes nas engenharias em 2012 e uma taxa média anual de evasão de alunos das engenharias da ordem de 45% para cursos de universidades públicas permitem supor que uma melhoria na qualidade e eficiência do ensino nos cursos de engenharia poderá trazer maior qualificação aos engenheiros graduados e melhorar a taxa anual de conclusão dos cursos de engenharia. Neste sentido este trabalho procura mostrar que a experiência acumulada em métodos de ensino ativo e colaborativo, em especial a pedagogia Aprendizado com Base em Problemas (PBL), tem se mostrado um caminho eficaz de ensino-aprendizagem nas engenharias para estimular e fixar os alunos até o fim da graduação, possibilitar o estreitamento da colaboração universidade-empresa e conferir uma razoável qualificação técnico-comportamental aos alunos ao longo de sua formação. Pesquisas conduzidas no ambiente de cursos de engenharia de Salvador e de empresas do Pólo Industrial de Camaçari-Ba, e dados da introdução do PBL em cursos de engenharia de universidades no Brasil, procuram mostrar que há um campo favorável à ampliação da prática do PBL como forma de elevar a qualificação dos novos engenheiros e reduzir as taxas de evasão nas engenharias do país. |