Uso da eletroquimioterapia em gatas com neoplasias mamárias submetidas à mastectomia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Barros, Renata Regadas de Castro Martins lattes
Orientador(a): Lima, Alessandra Estrela
Banca de defesa: Lima, Alessandra Estrela, Horta, Rodrigo dos Santos, Ribeiro, Lorena Gabriela Rocha
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal nos Trópicos (PPGCAT)
Departamento: Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41456
Resumo: Em felinos, a alta incidência de neoplasias mamárias malignas, juntamente com as elevadas taxas de recidiva e metástases, destaca a necessidade de terapias mais eficazes para retardar ou impedir a progressão da doença. Este estudo teve como objetivo avaliar a viabilidade e o impacto da eletroquimioterapia (EQT) com carboplatina, aplicada no leito cirúrgico após mastectomia, seguida de quimioterapia adjuvante, na taxa de recidivas e metástases, na frequência de eventos adversos associados à quimioterapia, e na taxa de sobrevida de gatas com carcinoma mamário. Participaram 34 gatas com neoplasias mamárias, divididas em quatro grupos: Grupo 1 (G1) – mastectomia apenas (n=11); Grupo 2 (G2) – mastectomia seguida de quimioterapia adjuvante (QT) (n=11); Grupo 3 (G3) – mastectomia, EQT com carboplatina e QT adjuvante (n=6); e Grupo 4 (G4) – mastectomia, EQT com bleomicina e QT adjuvante (n=6). Após a cirurgia, as pacientes foram monitoradas clinicamente para identificação de recidivas/metástases, análise da frequência de eventos adversos e taxa de sobrevida. Realizou se o estadiamento clínico e os tumores foram classificados histologicamente, graduados e avaliados quanto à taxa de proliferação celular (Ki-67). A maioria das pacientes estava no estágio III, com metástase linfonodal presente em mais de 50% dos casos. O subtipo histológico mais comum foi o carcinoma cribriforme grau II. Observou-se alta proliferação celular em todos os grupos (Ki-67 > 20%), sem diferenças estatisticamente significativas (p=0,086). O grupo G3 apresentou hematócrito significativamente elevado na quarta sessão de quimioterapia (p=0,03). Os eventos adversos metabólicos, gastrointestinais e respiratórios não diferiram entre os grupos tratados com quimioterapia, independentemente do uso da eletroquimioterapia. A taxa de recidiva foi maior no G1 (54,5%), enquanto o G4 não apresentou casos até o momento. A sobrevida livre aumentou em 39,4 dias/sessão com a quimioterapia, independentemente do uso da eletroquimioterapia ou do quimioterápico utilizado (p = 0,002; R² = 0,23). A mortalidade geral foi de 82,35% (28/34), sendo 100% no G1. A análise de sobrevida indicou uma diferença significativa entre G1 e G2 (p=0,005), sugerindo que a quimioterapia proporciona um melhor controle da doença. 8 Conclui-se que a mastectomia isolada não é suficiente para controlar tumores mamários malignos em gatas. A quimioterapia com carboplatina se mostrou uma opção terapêutica viável, apresentando resultados positivos em relação aos parâmetros laboratoriais e sobrevida. Os protocolos que combinam mastectomia, eletroquimioterapia com carboplatina ou bleomicina, seguidos de QT adjuvante, mostraram-se seguros para aplicação em gatas com câncer de mama. No entanto, ainda não é possível determinar a eficácia completa da EQT devido ao tamanho limitado da amostra. Apesar disso, sua aplicação no leito cirúrgico pode ser benéfica para retardar ou prevenir recidivas e metástases regionais, especialmente em tumores mamários menores.