Doença do neurônio motor dos equinos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Carvalho, Kézia dos Santos lattes
Orientador(a): Riet-Correa, Franklin, Mendonça, Fábio de Souza
Banca de defesa: Marchioro, Silvana Beutinger, Anjos, Bruno Leite dos, Pavarini, Saulo Petinatti, Lucena, Ricardo Barbosa de, Correa, Franklin Riet
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal nos Trópicos (PPGCAT)
Departamento: Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41454
Resumo: Esta tese é formada por uma revisão da literatura sobre Doenças do Sistema Nervoso em Equídeos no Brasil e por relato de caso intitulado Doença do Neurônio Motor em Equinos Jovens e Adultos. Na revisão descrevemos a epidemiologia, sinais clínicos, patologia, diagnóstico e formas de controle das seguintes enfermidades: raiva, encefalomielite equina leste e oeste, mieloencefalopatia por herpesvírus equino-1, tétano, mieloencefalite protozoária equina por Sarcocystis neurona, tripanossomíase por Trypanosoma evansi, nematodíase cerebral por Halicephalobus gingivalis, leucoencefalomalácia causada por milho mofado, encefalopatia hepática causada pela ingestão de Senecio spp. e Crotalaria spp., intoxicações por Trema micanthra, Bambusa vulgaris, Indigofera lespedezioides, Equisetum spp. e Hypochaeris radicata, envenenamento por Amitraz, doença do neurônio motor equino e mielopatia estenótica cervical. No segundo descrevemos um surto de doença neurológica, observado em uma fazenda com 400 cavalos. Os animais foram divididos em 2 grupos. Grupo I, composto por éguas e garanhões doadores Mangalarga Marchador, mantidos sob condições adequadas de manejo e sanidade; Grupo II, composto por éguas receptoras mestiças e potros Mangalarga Marchador nascidos destas éguas, pastando em pastagens degradadas e recebendo apenas feno de baixa qualidade. Apenas os cavalos do Grupo II apresentaram neuropatia, durante a estação seca. Potros e éguas adultas apresentaram sinais clínicos como apatia, incoordenação, claudicação e, em casos mais graves, decúbito permanente e morte. Os achados laboratoriais incluíram baixas concentrações séricas de vitamina E (α-tocoferol) e atividades elevadas de creatina quinase. As lesões histológicas incluíram degeneração neuronal e axonal. Após o diagnóstico de doença do neurônio motor equino (EMND), todos os animais afetados receberam tratamento com vitamina E por 5 dias e se recuperaram totalmente. Esta é a primeira vez que a EMND é relatada em animais com menos de 3 anos de idade. Além disso, o curso clínico da doença foi mais curto do que o descrito anteriormente, uma vez que geralmente é uma doença crônica e lentamente progressiva.