Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Santos, Dourivaldo Silva
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Orientador(a): |
Costa, Ana Caline Nóbrega da |
Banca de defesa: |
Costa, Ana Caline Nóbrega da,
Borja, Ana Lúcia Vieira de Freitas,
Andrade, Caio Leônidas Oliveira de,
Braite, Nadja,
Meira, Tatiane Costa |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Processos Interativos dos Órgãos e Sistemas (PPGORGSISTEM)
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Departamento: |
Instituto de Ciências da Saúde - ICS
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41385
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Resumo: |
Introdução: As investigações do sistema auditivo em recém-nascidos pequenos para a idade gestacional a termo demonstraram que a restrição de crescimento provoca alterações e atraso no processo de maturação da via auditiva. Nesse cenário, o estudo da via auditiva em crianças maiores, ajudaria a compreender o desenvolvimento funcional do sistema auditivo nessa população à medida que crescem. Objetivo: Investigar o processo de maturação da via auditiva em recém-nascidos e em crianças de 5 a 9 anos de idade, pequenas para a idade gestacional. Métodos: Para responder ao primeiro objetivo, realizou-se uma revisão sistemática com meta-análise (artigo 1) com busca de artigos nas principais bases de dados eletrônicas que relataram avaliação da via auditiva em recém-nascidos pequenos para a idade gestacional a termo comparados com um controle adequado para a idade gestacional, considerando artigos disponíveis na íntegra, sem limitação de ano de publicação. Em segundo momento, foi realizado um estudo original, do tipo transversal e analítico em que incluiu 36 participantes nascidos a termo, de ambos os sexos, com idades entre 5 e 9 anos, divididos em grupo estudo-crianças pequenas para a idade gestacional (n=24) e grupo controle-crianças adequadas para a idade gestacional (n=12). E foram analisados os aspectos clínicos, os limiares auditivos tonais, os reflexos acústicos contralaterais e os potenciais evocados de tronco encefálico. Resultados: Para o artigo 1, 10 estudos foram incluídos na revisão sistemática, sendo 5 elegíveis para a meta-análise, envolvendo um total de 473 participantes, sendo 193 pertencentes ao grupo pequeno para a idade gestacional e 280 ao grupo controle. Diferenças foram observadas na latência absoluta da onda V, IC 95% (0,02-0,15) p<0,01 (artigo 1). No estudo original (artigo 2), os limiares auditivos em ambos os grupos estavam dentro da normalidade. E diferenças estatísticas foram observadas entre os grupos em relação ao peso corporal de nascimento (p=0,001), nos reflexos acústicos na frequência de 2 kHz da orelha esquerda (p=0,032), na onda III da orelha direita (p=0,033) e esquerda (p=0,021) e no intervalo interpico I-III (p=0,005) da orelha direita. Conclusão: Em recém-nascidos pequenos para a idade gestacional a termo, são observadas disfunções na condução sonora a nível de tronco encefálico, provavelmente, pelo atraso no processo de maturação da via auditiva. E, mesmo com a sensibilidade auditiva preservada, crianças maiores podem apresentar manifestações subclínicas retrococleares, podendo repercutir negativamente de modo sutil no processamento da informação auditiva, com prejuízos no desenvolvimento de habilidades comunicativas e cognitivas. |