Entre escrever e existir - um estudo sobre negritude, resistência e liberdade em Sol Sanguíneo de Salgado Maranhão

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Machado Lopes, Anny Beatriz lattes
Orientador(a): Souza Santos, Lívia Maria Natália
Banca de defesa: Sacramento de Souza, Arivaldo, Andrade da Silva, Paulo César, Souza Santos, Lívia Maria Natália
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Pós-Graduação em Literatura e Cultura (PPGLITCULT) 
Departamento: EDUFBA
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41427
Resumo: Esse trabalho de pesquisa é realizado a partir do poema “Sol Sanguíneo”, do poeta nordestino Salgado Maranhão, que foi publicado em um livro de título homônimo ao poema, Sol Sanguíneo, em 2002. A discussão da pesquisa faz-se em torno dos temas apresentados pelo meta-poema, que propõe questões em volta do exercício de escrever poesia diante das opressões. Estas atingem a esse eu lírico que assume uma identidade específica: de um homem negro, racialmente e socialmente marcado por estas e outras imposições. Dessa forma, a pesquisa procura entender, junto a teóricos como Foucault (1971); West (2002) e a teórica Kilomba (2021), como é produzida a violência do silenciamento sobre pessoas negras. Além disso, discute-se também o lugar que foi pensado socialmente para homens negros, a partir de hooks (2015) e Rosa (2021) e, como o exercício da escrita poética tem subvertido os estigmas que aprisionam esses corpos, pensando uma tradição literária de homens negros escritores no Brasil que, assim como Salgado Maranhão em seu Sol Sanguíneo, reinventam as fronteiras de existir pelas palavras.