Prevalência e fatores associados à dinapenia em pessoas idosas da comunidade

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Santos, Débora Matias dos lattes
Orientador(a): Ribeiro, Nildo Manoel da Silva lattes
Banca de defesa: Ribeiro, Nildo Manoel da Silva lattes, Santana, Rejane Conceição lattes, Trippo, Karen Valadares lattes, Pinheiro, Igor de Matos lattes, Santos, Matheus de Sales lattes
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Processos Interativos dos Órgãos e Sistemas (PPGORGSISTEM) 
Departamento: Instituto de Ciências da Saúde - ICS
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41095
Resumo: Introdução – Alterações neuromusculares decorrentes do envelhecimento diminuem o potencial de contratilidade das fibras musculares e impactam na força física. A fraqueza muscular relacionada ao envelhecimento, denominada dinapenia, está associada ao início, à progressão e à persistência da condição de incapacidade funcional. Devido a isso, o rastreio dessa condição pode auxiliar no controle de agravos à saúde de pessoas idosas, vulneráveis aos impactos do declínio físico durante o envelhecimento. A dinapenia está ligada ao risco de declínio funcional, fragilidade e incapacidade física da pessoa idosa. Objetivo – Investigar a prevalência da dinapenia e os fatores a ela associados em pessoas idosas da comunidade. Métodos – Trata-se de um estudo epidemiológico observacional, analítico, do tipo corte transversal. As informações dos participantes foram provenientes do banco de dados da pesquisa Fragilidade e funcionalidade de idosos da comunidade de um centro de referência da cidade de Salvador, Bahia. Foram incluídas pessoas do sexo masculino e feminino, com idade igual ou superior a 60 anos, com condições físicas e cognitivas para realizar a avaliação de preensão palmar. Foram excluídos 63 participantes que tinham doenças musculares neurológicas e déficit cognitivo grave. Foram coletados dados clínicos, sociodemográficos, sobre estado cognitivo, capacidade funcional, atividades básicas e instrumentais de vida diária e medo de cair. A dinapenia foi avaliada com um dinamômetro manual. Resultados – A amostra foi composta por 350 participantes com média de idade de 75,43 anos (DP= 7,72). Entre os participantes, 307 (87,71%) eram do sexo feminino, 154 (44%) viúvos, 214 (61,14%) possuíam o primeiro grau de escolaridade incompleto, 220 (62,86%) faziam uso de mais de cinco medicamentos e 74 (21,14%) apresentavam déficit cognitivo. A prevalência de pessoas idosas com dinapenia foi de 167 (47%), e os fatores associados foram: faixa etária de 70 a 79 anos (OR=2,13; IC95%: 1,24-3,66); +80 anos (OR=3,19; IC95%: 1,78-5,73); déficit cognitivo (OR=1,82; IC95%: 1,08-3,07); relato de fadiga (OR=1,68; IC95%: 1,05-2,67); baixo nível de atividade física (OR=3,03; IC5%: 1,94-4,73); velocidade da marcha (OR= 3,18; IC95%: 2,04-4,90); risco de queda (OR=3,15; IC95%: 2,02-4,90); medo de cair (OR=2,51; IC95%: 1,51-4,15); e dependência para atividades básicas (OR=2,13; IC95%: 1,37-3,28) e instrumentais de vida diária (OR=1,79; IC95%: 1,14-2,82). Conclusão – Este estudo identificou elevada prevalência de dinapenia em pessoas idosas da comunidade. Observou-se que a dinapenia está associada a faixa etária mais avançada, déficit cognitivo autorrelato de fadiga, baixo nível de atividade física, velocidade da marcha reduzida, risco de queda, medo de cair e dependência para realizar atividades básicas e instrumentais de vida diária. Esses achados podem embasar o conhecimento sobre aspectos relacionados à saúde de pessoas idosas da comunidade, favorecendo uma melhor assistência à saúde geriátrica.