Mortalidade dos servidores de uma Universidade Federal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Gregorcic, Adriana
Orientador(a): Rêgo, Marco Antônio Vasconcelos
Banca de defesa: Silva, Marlene, Fernande, Rita de Cássia Pereira
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Faculdade de Medicina da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Saúde, Ambiente e Trabalho
Departamento: Não Informado pela instituição
País: brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/31736
Resumo: Introdução: trata-se de um estudo de mortalidade dos servidores de uma unidade de ensino superior. Uma das formas de se descrever as condições de saúde de uma comunidade é avaliar os indicadores de mortalidade, uma avaliação indireta do adoecimento. Esse tipo de informação é essencial como subsídio para o planejamento e a organização dos serviços de saúde. Objetivos: descrever a mortalidade proporcional dos servidores de uma Universidade Federal. Métodos: as informações sobre os óbitos foram obtidas nos prontuários dos servidores, arquivados no serviço médico da instituição e nas declarações de óbitos fornecidas pela Secretaria Municipal da Saúde de Salvador. Calcularam-se as proporções de óbito e razões de mortalidade proporcional, segundo grupos de causa, idade, sexo, grupos ocupacionais e unidades de lotação, no período de 1998 a 2012. Calcularam-se razões de mortalidade proporcional (RMP) ajustadas por idade pelo método direto, tomando-se a população de salvador como referência. Resultados: as RMP ajustadas por idade apontam para os transtornos mentais (RMPajustada= 1,73), doenças do sangue e órgãos hematopoiéticos e do sistema nervoso (RMPajustada= 1,50), doenças do aparelho geniturinário (RMPajustada= 1,37) e neoplasias (RMPajustada= 1,27) como as causas de maior mortalidade entre os servidores em comparação com a população de referência. Configuraram-se as doenças endócrinas e nutricionais e as doenças de pele e do tecido subcutâneo com menores RMP entre os servidores em comparação com a população de referência (RMPajustada= 0,66 e RMPajustada= 0,64, respectivamente). Quanto aos transtornos mentais, a RMP ajustada por idade para o sexo masculino foi de 2,08 e para o feminino de 1,31 e para doenças do sistema nervoso configurou-se respectivamente 2,18 e 0,72. Em referência as causas externas, a RMP ajustada foi de 0,81 para o sexo masculino e de 0,38 para o sexo feminino. Conclusões: os resultados apontam a necessidade de adoção de ações de saúde voltadas principalmente para a saúde mental. Identificou-se a necessidade de melhor caracterizar, estimar e avaliar riscos ocupacionais para grupos específicos de servidores.