Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Vieira Filho, Carlos Humberto da Costa
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Orientador(a): |
Lima, Alessandra Estrela |
Banca de defesa: |
Lima, Alessandra Estrela,
Cassali, Geovanni Dantas,
Damasceno, Karine Araújo,
Moreira, Eduardo Luiz Trindade,
Peixoto, Tiago da Cunha |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal nos Trópicos (PPGCAT)
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Departamento: |
Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufba.br/handle/ri/40419
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Resumo: |
O infiltrado inflamatório linfocítico associado ao melanoma vem sendo estudado ao longo dos anos na medicina como possível fator prognóstico desse tumor altamente agressivo, porém esta avaliação ainda não é muito bem descrita nos melanomas caninos. Desta forma este estudo caracteriza a resposta inflamatória associada aos melanomas caninos nos diferentes sítios anatômicos (boca, dígito e pele) e verificar a expressão e correlação do MiTF e da p38MAPK com fatores prognósticos e a sobrevida. Foram estudados 117 melanomas classificados com base na sua localização em dois grupos: melanomas localizados na cavidade oral/dígitos (n=74) e melanomas cutâneos (n=43), os quais foram submetidos à análise morfológica e morfométrica das células inflamatórias e avaliação clínico-patológica sistemática, além da avaliação da taxa de sobrevida e a população de linfócitos CD4+ e FoxP3+ nos tumores orais/dígitos. A partir desses parâmetros, foi observado que os tumores orais/dígitos estavam associados com características patológicas relacionadas ao pior prognóstico como o tamanho, índice mitótico, tipo histológico, atipia nuclear e a presença de metástase. A inflamação esteve mais presente nos tumores orais/dígitos, porém discreta, quando comparado ao grupo dos melanomas cutâneos, sendo os linfócitos o tipo celular predominante, com maior população de células CD4+e FoxP3+ observada nos animais com maiores dimensões e maior expressão de MiTF. MiTF e p38 MAPK foi menos expressa nos melanomas orais / dígitos, em especial nos maiores de 2,0 cm, sem a presença do TIL e associadas a menor sobrevida. A análise multivariada mostrou que a presença do infiltrado linfocítico foi um fator prognóstico independente, tendo correlação com a taxa de sobrevida. A não expressão do MiTF e p38 MAPK , em conjunto com a maior população de linfócitos CD4+ e FoxP3+ foi associada aos melanomas da cavidade oral / dígito, fornecendo importantes ferramentas alternativas no estabelecimento de possíveis fatores prognósticos. |