Prevalência e fatores associados à Síndrome de Burnout em fisioterapeutas que atuam em Unidade de Terapia Intensiva no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Santos, Luís Artur Santiago dos lattes
Orientador(a): Correia, Helena França lattes
Banca de defesa: Correia, Helena França lattes, Silva, Cassio Magalhães da Silva e lattes, Souza, Séres Costa de lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Processos Interativos dos Órgãos e Sistemas (PPGORGSISTEM) 
Departamento: Instituto de Ciências da Saúde - ICS
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41552
Resumo: Introdução: A fisioterapia é a ciência que estuda, previne e trata os distúrbios cinéticos funcionais, e está inserida nos mais diversos níveis de atenção à saúde, desde a atenção básica até o tratamento de paciente críticos. O fisioterapeuta vem inserido neste contexto crítico desde os anos 70, sobretudo, em 2010, a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC-07/2010) regulamentou a presença obrigatória do fisioterapeuta na UTI. Tem sido cada vez mais comum o surgimento de doenças psíquicas e/ou físicas relacionadas ao desempenho laboral em fisioterapeutas e em outros profissionais de saúde, estas doenças vêm categorizadas como Síndrome de Burnout, que é caracterizada por sintomas de exaustão, estresse, esgotamento físico e insônia que se resultam de situações desgastantes. Objetivo: Avaliar a prevalência e os fatores associados à de Síndrome de Burnout em fisioterapeutas que atuam em UTI em nível nacional. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo transversal analítico, realizado através de um questionário online constando questões sociodemográficas desenvolvida pelos pesquisadores e o Maslach Burnout Inventory para caracterização da Síndrome de Burnout. Resultados: 592 Fisioterapeutas que atuam em UTI responderam ao questionário na íntegra, a maioria do sexo feminino (63,7%) com média de idade de 34,8±6,8 anos, casados (46,5%), atuam predominantemente na Bahia (46,1%), estudaram em faculdade privada (75,8%), possuem título de especialista emitido pelo conselho profissional (61,8%), trabalham em hospital público (70,8%) e em unidade de terapia intensiva de perfil geral (76,5%), tem como principal regime de trabalho as consolidações das leis trabalhistas (70,9%) e participam de eventos científicos com frequência (69,9%). Noventa e cinco (16%) são caracterizados com Síndrome de Burnout e os fatores que tiveram associados de forma independente a essa caracterização foram morar na região Sul/Sudeste/Centro-Oeste, atuar em hospital público, atuar exclusivamente na assistência ao paciente e atuar em unidade de terapia intensiva de perfil cirúrgico, por outro lado, esteve relacionado ao não desenvolvimento da síndrome atuar em unidade de terapia intensiva de perfil pediátrico. Conclusão: Os fisioterapeutas que atuam em unidade de terapia intensiva no Brasil são jovens, casados e quase sua totalidade possuem alguma formação após a graduação, uma pequena parcela foi caracterizada com Síndrome de Burnout quando analisados os três domínios do instrumento utilizado, entretanto, quando isolados dois domínios há um maior risco desses profissionais desenvolverem a síndrome.