Essencialismo e modernidade: a crítica de Max Stirner

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: França, Rodrigo Ornelas lattes
Orientador(a): Souza, José Crisóstomo de lattes
Banca de defesa: Souza, José Crisóstomo de lattes, Itaparica, André Luís Mota lattes, Silva Júnior, Ivo da lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGF) 
Departamento: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH)
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41248
Resumo: Max Stirner é, sem dúvida, uma figura singular na história da filosofia. Em sua obra central, O Único e sua Propriedade (1844), o autor rejeita toda ideia que se pretenda independente dele, sujeito único, singular e corpóreo. Decorre daí, então, uma crítica à tradição filosófica objetivista, mas também ao subjetivismo hegeliano. Isso somado a uma crítica direta aos póshegelianos, como ainda atrelados aos fantasmas de uma filosofia essencialista e sacralizada. Esta pesquisa tem por objeto a crítica stirneriana à modernidade como uma crítica antiessencialista, culminado numa possibilidade nova de encarar a filosofia, a política e a cultura. O tema se desenvolve, principalmente, na obra central do autor, O Único, livro escrito no âmbito do Movimento Jovem Hegeliano, com referências diretas aos aspectos ainda conservadores desse movimento, que pretendia uma revolução no pensamento alemão do século XIX. Os jovens hegelianos assumiram uma crítica à religião tradicional, porém insuficiente e circular para Stirner, que vê no desenvolvimento intelectual de sua época um espaço para superar não só o além fora de nós, em Deus, como também o além em nós, no Homem (humanidade). Seus contemporâneos encarregaram-se bem da primeira tarefa, mas não da segunda, incorrendo no retorno a uma sacralidade, proclamando, no lugar de um reino teológico, um reino antropológico. Stirner critica expressões de um essencialismo, presente em toda tradição filosófica platônico-hegeliana que ele pretende abandonar, na forma da distinção entre aparência e realidade, substância e acidente e da ideia filosófica tradicional de Verdade. Esses conceitos podem ser associados à ideia central de Essência, e são fragilizados pelo autor no momento em que expõe sua critica, que é voltada, principalmente, ainda que seguindo uma construção histórica, para a Modernidade.