Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Santos, Eliomar Lima dos
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Orientador(a): |
Viégas, Lygia de Sousa |
Banca de defesa: |
Viégas, Lygia de Sousa,
Franco, Nanci Helena Rebouças,
Costa, Eliane Silvia,
Santos, José Eduardo Ferreira |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE)
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Departamento: |
Faculdade de Educação
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41139
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Resumo: |
A dissertação apresentada traz uma narrativa autobiográfica do próprio autor. Por meio dela compartilho memórias da minha trajetória escolar formal básica, cursada em escolas públicas do bairro onde nasci e morei por 40 anos. No capítulo inicial apresento o método, abordo a minha relação com ele, os motivos que justificaram a escolha e a sua importância enquanto recurso pujante na luta contra o racismo. Também apresento os procedimentos que utilizei durante o exercício da autobiografização, que foram: o resgate de fotografias antigas; conversas com pessoas da família e amigas; gravação de conversa; e a escutação de músicas que possuem relação com a história narrada. Já no capítulo seguinte, faço uma autodescrição e trago questões importantes que me motivaram ao tema da pesquisa, além disso, compartilho algumas das sugestões da banca de qualificação, que contribuíram para a realização do trabalho. É evidente que, para narrar a minha história, precisei falar sobre parte da história de quem veio antes de mim (meus pais e avós), da minha família e do bairro onde nasci e cresci, dos encontros que ocorreram “no caminho da escola”. A autobiografia se entrecruza com textos de autoras do campo da Educação e da militância antirracista; e também com a arte (através da poesias e da música - de minha autoria além de outros autores), que aqui é utilizada para facilitar a conexão com a pessoa que lê, por conta da sua capacidade de tocar as nossas emoções. Com o presente trabalho busco refletir sobre a importância da educação formal enquanto espaço no qual as desigualdades sociais e raciais são (re)produzidas, compreendendo que, para pessoas negras, o percurso escolar pode ser tanto um caminho de superação quanto de reafirmação de barreiras sociais históricas. A ideia é estimular uma reflexão sobre a importância da Educação de qualidade ao alcance das diversas pessoas que dela necessitam e historicamente reivindicam o seu direito. Finalizo o texto com uma imagem-cena que traduz uma série de sentimentos e também uma afirmação: no caminho da escola, há começo, meio e começo - de uma história que não é só minha. |