Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Almeida, Patrícia Hercília Arcanjo de
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Orientador(a): |
Silva, Aristeu Vieira da |
Banca de defesa: |
Silva, Aristeu Vieira da,
Lima, Artur Gomes Dias,
Oliveira, Eddy José Francisco de,
Gois, Marcelo Biondaro,
Santos, Silvane Maria Braga |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal nos Trópicos (PPGCAT)
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Departamento: |
Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41220
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Resumo: |
A Mata Atlântica é um bioma que apresenta uma grande diversidade de espécies endêmicas, como também a que possui o maior índice de espécies com perigo de extinção, fato este que torna o bioma como um hotspot para a preservação da biodiversidade. O desequilíbrio ambiental possui um forte poder na difusão e no aparecimento de doenças parasitárias em mamíferos silvestres, e dentre as parasitoses encontradas tem-se aquelas causadas por protozoários. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar as taxas de infecção entre diferentes ordens de mamíferos no Brasil, através da revisão sistemática e meta-análise e conhecer a diversidade de protozoários em pequenos mamíferos oriundos do litoral Sul baiano no Estado da Bahia. Para a revisão foi realizada uma busca nas bases de dados Pubmed, Medline, Lilacs, Science direct e Scielo, sem filtro de idioma e com filtro de tempo de 2000-2020. Para condução desse processo, adotou-se a ferramenta StArt. Com base nos critérios de seleção todos os estudos que relatavam a infecção de T. cruzi em mamíferos silvestres no Brasil foram escolhidos. Para análises estatísticas foi utilizada a estatística descritiva e a meta-análise do evento dicotômico com a distribuição binominal, conduzida em Microsoft Excel. Para avaliar a heterogeneidade entre os estudos foi utilizado o cálculo das estatísticas Q e I 2 . Depois de ler todos os resumos e com base nos critérios de seleção, 35 estudos continha informações importantes da infecção em mamíferos silvestres. Entre as nove ordens de mamíferos silvestres identificadas como reservatório para o T. cruzi, três dessas ordens apresentaram maior frequência combinada: Chiroptera (55,57%); Carnívora (38,10%) e Primata (27,85%), pelo diagnóstico molecular. A detecção de protozoários foi realizada a partir de amostras de tecidos de mamíferos silvestres das ordens Rodentia e Didelphimorphia, em pool de órgãos (coração, encéfalo, pulmão, fígado e baço) de cada animal, que foram macerados e armazenados a -20oC. Para a detecção de T. cruzi foi realizada extração de DNA utilizando kit comercial e quantificação em NanoDrop®, seguida de nested-PCR para amplificação de sequências de kDNA com uso dos iniciadores S17 e S18. Dos 153 mamíferos silvestres identificados na ordem Didelphimorphia e Rodentia, foram examinados exemplares de seis e treze espécies de cada ordem, respectivamente. Um Didelphis aurita apresentou amplificação de DNA compatível com Trypanosoma ssp, correspondendo a 0,65% das amostras examinadas. Para a análise dos pools obtidos foi utilizada a técnica de sequenciamento de nova geração a partir da Plataforma Ion Torrent, foram retiradas as suspensões de tecidos que compuseram pools de até 25 amostras, agrupadas considerando as espécies de mamíferos e o seu local de origem: Una, Ilhéus, Belmonte e Mascote, resultando num total de 15 pools. Os pools obtidos foram sequenciados na Plataforma Ion Torren, sendo detectados Plasmodium berghei e P. yeolli yeolli em roedores (Hylaeamys laticeps e Thaptomys nigrita) e marsupiais (Marmosa murina) e Besnoitia besnoiti em marsupiais (Marmosa demerarae) e roedores (Akodon cursor). Nesse estudo, não houve associação entre a espécie de protozoário detectado e o município de origem da amostra, bem como a espécie. O presente estudo permitiu verificar a presença de protozoários em mamíferos silvestres no litoral Sul do Estado da Bahia, utilizando técnicas moleculares. Além disso, a revisão sistemática e meta-análise servirão como base para informar o atual contexto da infecção de T. cruzi em mamíferos silvestres no Brasil. |