Desvendando relações e inferindo a história biogeográfica de um grupo de bambus herbáceos da Mata Atlântica Nordestina (Piresia: Olyreae: Bambusoideae)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Jesus, Izabela Santos Dias de lattes
Orientador(a): Schnadelbach, Alessandra Selbach
Banca de defesa: Carvalho, Maria Luiza Silveira de, Oliveira, Reyjane Patrícia de, Clark, Lynn G
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Evolução (antigo Programa de Pós Graduação em Diversidade Animal-PPGDA) 
Departamento: Instituto de Biologia
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/37891
Resumo: Filogenias com topologias incongruentes estão comumente associadas a diferentes processos evolutivos pelos quais genes e espécies podem sofrer, especialmente dentro de grupos de baixa resolução, como Piresia, um gênero de bambu herbáceo sul-americano. A diversificação de Piresia é provavelmente recente e associada à eventos de hibridização, poliploidização, especiação simpátrica e dinâmicas da floresta tropical. Esses fatores parecem resultar em relações filogenéticas intrincadas e com a presença de espécies parafiléticas e crípticas. Dessa maneira, este estudo explorou reconstruções filogenéticas, usando árvores de genes e espécies de diferentes marcadores moleculares para melhor estimar as relações dentro do gênero, especialmente na Mata Atlântica (MA), onde está presente a linhagem mais problemática. Aplicamos uma abordagem biogeográfica para compreender os processos que influenciaram a história evolutiva do gênero. Recuperamos a disjunção entre as espécies da Amazônia (AM) e MA, e a baixa resolução taxonômica dentro desta. No entanto, nossas análises indicaram que a divergência entre os conjuntos de dados pode estar associada a homoplasias do DNA plastidial. Portanto, sugerimos a não inclusão de alguns marcadores em estudos futuros. Além disso, a incongruência entre árvores de genes e espécies indicam o parafiletismo de uma espécie bem definida, P. leptophylla, provavelmente devido à classificação de linhagem incompleta ou pressões seletivas diferenciais associadas à adaptação climática, sugerindo que esta espécie necessita de recircumscrição. As análises biogeográficas indicam que Piresia se originou durante o Plioceno, com diversificações no Pleistoceno, provavelmente influenciada por flutuações climáticas.