Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Jesus, Taíse Moura Teixeira de
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Orientador(a): |
Waiandt, Claudiani
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Banca de defesa: |
Waiandt, Claudiani
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Santos, André Luis Nascimento dos,
Almeida, Andrija Oliveira,
Moura, Guadalupe Marcondes de |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia
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Programa de Pós-Graduação: |
Mestrado Profissional em Segurança Pública
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Departamento: |
Faculdade de Direito
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufba.br/handle/ri/39956
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Resumo: |
Apesar dos investimentos realizados pelo Estado, o atendimento à pessoa surda ou com deficiência auditiva que sofreu violência ainda não é adequado na rede de proteção setorial pública (RPSP). Com base nesse pressuposto, essa pesquisa teve como objetivo examinar o atendimento da rede de proteção social setorial pública à pessoa surda ou com deficiência auditiva (PSDA), vítima de violência. A pesquisa qualitativa exploratória foi realizada em Alagoinhas-BA por meio de análise de documentos; de entrevistas semiestruturadas com autoridades da rede proteção para examinar a acessibilidade aos canais de atendimento; de questionário com servidores e agentes públicos da RPSP; de entrevistas com cinco PSDA para compreender as situações de violência experienciadas (sexual, física e psicológica) e a negligência que não chega ao conhecimento das autoridades públicas por ausência de acessibilidade desses indivíduos à rede de proteção, além da observação da pesquisadora que participa de ações sociais e trabalha no judiciário. A ideia de deficiência e dificuldade de comunicação permeia a percepção dos atores públicos, sendo que a maioria dos agentes da rede desconhece os serviços públicos e particulares (como tradução ou interpretação simultânea) para intermediar o atendimento da PSDA. Apesar de compreender que PSDA está mais vulnerável a sofrer violência do que os demais indivíduos, não se verificou investimento em capacitação para melhor atender tais indivíduos. Os canais de atendimento não possuem acessibilidade para a PSDA nem há ligação direta aos serviços de emergência da Polícia, do Corpo de Bombeiros e demais serviços públicos da rede de proteção. A ausência de servidores capacitados ou de intérpretes de Libras para o atendimento, a falta de adaptação dos instrumentos de serviço, a ausência de informação, a baixa escolaridade e proficiência na Língua Portuguesa da PSDA, bem como a falta de sinalização visual para uma orientação preliminar e a ausência de políticas públicas para educação e inclusão são obstáculos no atendimento à PSDA, vítima de violência. |