Aplicação de Lipases de fungos amazônicos para melhoramento biotecnológico de óleo de peixe
Ano de defesa: | 2017 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Ciências Agrárias Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Ciências Pesqueiras nos Trópicos |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://tede.ufam.edu.br/handle/tede/6044 |
Resumo: | Óleos de peixe são importantes produtos para a indústria farmacêutica e alimentícia. Quando obtidos a partir de resíduos adequadamente manipulados, contribuem para diminuição dos danos ambientais gerados pelo descarte. Adicionalmente, a utilização de enzimas microbianas como ferramenta biotecnológica para o enriquecimento de ácidos graxos poli-insaturados em óleos de pescado é crescente. No entanto, pesquisas que abordem a obtenção de óleo refinado a partir de resíduos de espécies amazônicas e a utilização de enzimas lipolíticas para o beneficiamento dos mesmos é desconhecida. Nessa pesquisa, selecionou-se um fungo conservado na Coleção de Culturas DPUA/UFAM para aplicação da respectiva enzima, verificação de seus efeitos sobre o óleo refinado dos resíduos de piracatinga (Callophysus macropterus). As culturas de fungo foram reativadas e autenticadas conforme literatura especializada, submetidas aos ensaios de potencial lipolítico (em meio sólido e por titrimetria) e de toxicidade contra Artemia salina. O extrato lipolítico bruto (lipases) foi sintetizado por fermentação submersa, parcialmente caracterizado (pH e temperatura ótimos) e liofilizado. O óleo bruto foi termomecanicamente extraído e devidamente refinado. Em condições ótimas demonstradas pela caracterização parcial, aplicou-se o extrato bruto do fungo selecionado sobre o óleo refinado de piracatinga. Quanto às características do óleo, os quantitativos de EPA e DHA em piracatinga são análogos à maioria das espécies de água doce. Entre os fungos analisados, a cultura Aspergillus wentii DPUA 1725 é fonte segura (ausência de toxicidade contra Artemia salina) para obtenção de lipases para a indústria de alimentos. Quanto às condições ótimas (pH 6,6 e temperatura 42 °C), a lipase de A. wentii DPUA 1725 não difere da maioria das culturas de fungos estudados em outras pesquisas. No entanto, a utilização de sua enzima sobre o óleo de piracatinga C. macropterus apresentou importante aumento (113,8%) na concentração de ácidos graxos polinsaturados. |