A geopolítica ambiental na Amazônia à luz da (des) informação da gestão presidencial de Jair Bolsonaro (2019 - 2022)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Gomes, Eduardo Phillipe Santos
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/2446585055941383
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Geografia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10695
Resumo: A discussão sobre o desmatamento na Amazônia revelou um problema significativo, amplificado pela desinformação nas mídias digitais, especialmente durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022). A Amazônia, com 4,1 milhões de km², enfrentou mais de 70 mil focos de incêndios e recordes de desmatamento em 2021. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que monitora a região desde 1988, houve uma perda de 800 mil km² de cobertura florestal. Esse cenário problemático foi exacerbado pela disseminação de notícias falsas (fake news), que visou a desacreditar dados científicos e manipular a opinião pública, afetando negativamente a percepção e a conservação ambiental. Diante desse contexto, o objetivo geral desta pesquisa foi compreender as redes de fake news relacionadas ao desmatamento na Amazônia e a dinâmica de poder entre o Estado, Ciência e as Mídias Digitais á luz da geopolitica ambiental, durante o governo Bolsonaro. Assim, a pesquisa buscou, primeiramente, identificar a origem das informações sobre o desmatamento e, em segundo lugar, verificar os principais agentes envolvidos na negação da ciência e seus métodos de propagação. Além disso, pretendeu- se identificar as medidas adotadas por plataformas digitais e pelo governo para bloquear fake news e analisar a influência da manipulação de dados no Brasil, correlacionando com notícias da mídia digital independente. A metodologia empregada pautou-se na análise quali-quantitativa documental e bibliográfica fundamentadas nos princípios anticoloniais e dialéticos. O levantamento de dados foi realizado em portais de jornalismo independentes, plataformas governamentais e mídias sociais, focando na desinformação e na negação da ciência. A análise abrangeu o período de 1990 a 2020, com ênfase em desmatamento, aquecimento global, incêndios e agropecuária. As notícias falsas foram identificadas e quantificadas utilizando análises de informações em sites e portais jornalísticos. Os resultados evidenciaram que, durante o governo Bolsonaro, as mídias de comunicação digitais desempenharam um papel crucial na promoção de ideologias governamentais e na disseminação de informações falsas. As alterações estruturais governamentais que enfraqueceram a fiscalização ambiental contribuíram para um aumento alarmante do desmatamento. A desinformação confundiu a opinião pública e minou a credibilidade das instituições científicas e ambientais. Portanto, é essencial combater a desinformação e estabelecer uma governança ambiental robusta baseada na credibilidade da ciência e na transparência das informações nas mídias digitais para garantir a preservação da Amazônia e a sustentabilidade a médio e longo prazo.