Concentrações de neopterina no soro e líquido cefalorraquidiano em pacientes com paraparesia espástica tropical/mielopatia associada ao HTLV-I (TSP/HAM) e indivíduos HTLV-I assintomáticos em Manaus, AM-Brasil
Ano de defesa: | 2004 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Medicina Brasil UFAM Programa de Pós-Graduação em Patologia Tropical |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://tede.ufam.edu.br/handle/tede/5903 |
Resumo: | Introdução: A infecção pelo vírus HTLV-I pode levar a Paraparesia Espástica Tropical/Mielopatia Associada ao HTLV-I (TSP/HAM), a qual é uma doença desmielinizante crônica progressiva que afeta a medula espinhal e a substância branca do cérebro. Menos de 5% dos portadores crônicos do HTLV-I desenvolverão essa complicação. As primeiras manifestações da doença ocorrem na quarta década de vida sendo que os distúrbios da marcha, a fraqueza e o enrijecimento dos membros inferiores constituem os principais sinais e sintomas de sua apresentação. Não há tratamento eficaz para essa mielopatia. Numerosos estudos sustentam a idéia de que processos inflamatórios e imunológicos contribuem para a etiopatogênese da TSP/HAM. Nesse estudo avaliaram-se as concentrações de neopterina no soro e líquido cefalorraquidiano (LCR), em pacientes com TSP/HAM e indivíduos HTLV-I assintomáticos. Neopterina é uma substância liberada pelos macrófagos após estimulação pelo interferon gama durante o processo de ativação do sistema imune. Metodologia: Concentrações de neopterina foram avaliadas em 11 pacientes com TSP/HAM e 21 indivíduos HTLV-I assintomáticos. Sendo 11 (34,4%) amostras de soro e 10 (62,5%) amostras de LCR de pacientes com TSP/HAM, e 21 (65,6%) amostras de soro e 06 (37,5%) amostras de LCR de indivíduos HTLV-I assintomáticos. A determinação quantitativa das concentrações de neopterina no soro e LCR foram realizadas empregando-se um conjunto diagnóstico comercial, baseado no princípio dos ensaios imunoenzimático (ELISA), do tipo competitivo. Resultados: A média de idade para os pacientes com TSP/HAM foi de 48,5 + 11,1 anos e para os indivíduos HTLV-I assintomáticos de 41,5 + 7,7 anos (p=0,0440). A concentração média (DP) de neopterina no soro de pacientes com TSP/HAM foi 10,3+8,9nmol/l e 4,6+1,2nmol/l em indivíduos HTLV-I assintomáticos (Mann- Whitney, p=0,0069). A concentração média (DP) de neopterina no LCR em pacientes com TSP/HAM foi 30,8+47,8 nmol/l, e 3,4 +1,1 nmol/l em indivíduos HTLVI assintomáticos (Mann-Whitney, p=0,0011). A média (DP) para o tempo de doença na TSP/HAM foi de 8,0 + 5,0 anos e a média (DP) para o grau de incapacidade motora foi de 4,6+ 1,8 (variação de 0 a 10). Conclusão: Encontramos diferenças nas médias das concentrações de neopterina no soro e LCR entre pacientes com TSP/HAM e indivíduos HTLV-I assintomáticos. Em pacientes com TSP/HAM, concentrações de neopterina no soro e LCR não apresentaram correlação com o tempo de doença. As concentrações de neopterina no LCR apresentaram correlação com o grau de incapacidade motora, porém, o mesmo não foi observado no soro. |