(Im)possibilidades da interculturalidade na Escola Indígena Wakenai Anumarehit pelas práticas corporais lúdicas nas aulas de educação física
Ano de defesa: | 2024 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | , |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Educação Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Educação |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10529 |
Resumo: | A interculturalidade é definida como uma proposta de convívio democrático, visando a integração entre culturas diferenciadas. Sem suprimir a diversidade das tradições, a interculturalidade visa dinamizar as competências criativas e essenciais que podem resultar da relação entre diferentes pessoas e seus respectivos contextos de vida. Com base neste enfoque, o presente estudo tem como objetivo geral discutir as relações interculturais entre as crianças indígenas e não-indígenas estabelecidas por meio dos jogos e brincadeiras e de como isso favorece à Educação Física no Centro Municipal de Educação Escolar Indígena Wakenai Anumarehit. Trata-se de um estudo bibliográfico, de campo e documental, de delineamento qualitativo, tendo como dialogantes um professor indígena bilingue da etnia Karapâna e três professoras indígenas, sendo uma da etnia Baré (pedagoga), outra da etnia Tariana/Tukano (professora de Educação Física) e a outra da etnia Karapanã. Os instrumentos de geração de dados foram o diário de campo, a observação direta, registros fotográficos e a roda de conversa. Os resultados obtidos mostram que as relações interculturais com os alunos do Centro Municipal de Educação Escolar Indígena Wakenai Anumarehit acontecem por meio das brincadeiras e dos jogos. Exemplos disso são os jogos indígenas interculturais, que ocorrem ocasionalmente nas redondezas de Manaus, em uma atmosfera positiva de amizade e cooperação entre as crianças participantes, ocasião em que se evidenciam aspectos importantes da educação física nas atividades lúdicas desenvolvidas, como a lateralidade, a força, o equilíbrio, a motricidade. Nesses momentos de vivências interculturais, as crianças indígenas e não-indígenas podem realizar descobertas que vão lhes permitir lidar com os ambientes singulares. Contudo, embora se reconheça o importante papel da interculturalidade como parceira da Educação Física no desenvolvimento global da criança indígena, conclui-se que no Centro Municipal de Educação Escolar Indígena Wakenai Anumarehit, que concentra diversas etnias com seus conhecimentos culturais valorizados com empenho e boa vontade dos professores indígenas, a interculturalidade acontece, mas não de forma plena, pois muitos são os percalços, impossibilitando o reconhecimento devido de cada cultura e o elo que existe entre elas. É preciso que haja espaço para diálogos sobre a diversidade e as condições outras para que a interculturalidade possa emergir promovendo a junção de saberes, entrelaçando a corporalidade indígena, Educação Física, brincadeiras e jogos, favorecendo as crianças indígenas, que têm no ato de brincar o seu desenvolvimento pleno, carregado de significações. |