Avaliação do modelo da curva de onda de pulso da pressão intracraniana avaliada por um método não invasivo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Silva, Lucas Normando da
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/8326585986116903, https://orcid.org/0000-0003-2933-9131
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Medicina
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9943
Resumo: Introdução: A pressão intracraniana (PIC) é determinada pela dinâmica de volumes como cérebro, sangue e líquido cefalorraquidiano, interagindo com estruturas como as meninges e a caixa craniana. O aumento da PIC pode ocorrer em uma série de condições neurológicas como traumatismo cranioencefálico e acidente vascular cerebral, e determina redução da pressão de perfusão cerebral com consequente dano celular. Recentemente, foi desenvolvido um sistema não invasivo capaz de captar a morfologia das ondas da pressão intracraniana, obtendo-se parâmetros quantitativos que podem sugerir redução da complacência cerebral e hipertensão intracraniana. No entanto, até o momento, não foi estabelecido valores de referência destes parâmetros em indivíduos sem queixas neurológicas. Objetivo: Determinar os valores de referência obtidos a partir da análise da morfologia da onda de pulso da PIC por meio de um sistema não invasivo em participantes saudáveis do ponto de vista neurológico na posição decúbito dorsal horizontal em 0 e 45 graus. Método: Trata-se de um estudo analítico e transversal. Os critérios de inclusão foram participantes com idade entre 8 e maior que 65 anos; saudáveis do ponto de vista neurológico; e sem histórico de doenças neurológicas. Por meio do sistema de análise não invasivo Brain4care foram realizadas as análises da relação P2/P1, o tempo até o pico da onda (time to peak) e amplitude do pulso. Resultados: Foram avaliados 120 participantes, sendo 65 (54,17%) do sexo feminino. A média de idade foi de 39,47 anos (DP ± 17,75), variando de 8 a 83 anos. As medianas dos parâmetros avaliados foram: para a relação P2/P1, 1,085 (P25 = 0,81; P75 = 1,25) a 0o e 1,065 (P25 = 0,92; P75 = 1,30) a 45º; para o time to peak, 0,22 segundos (P25 = 0,11; P75 = 0,28) a 0o e 0,21 segundos (P25 = 0,11; P75 = 0,27) a 45o; e para a amplitude de pulso, 6,8 µV (P25 = 4,45; P75 = 9,80) a 0o e 6,0 µV (P25 = 4,30; P75 = 9,25) a 45o. Houve correlação moderada entre a idade e a relação P2/P1 em 0 e 45 graus (r = 0,43, p < 0,001, para ambos). Na análise multivariada, as principais variáveis associadas a relação P2/P1 foram idade e sexo (p < 0,0001 e p = 0,014, respectivamente). Conclusão: Este estudo estabeleceu valores de referência de um método não invasivo para avaliação da complacência intracraniana em diferentes faixas etárias. Além disso, constatou-se que os valores da relação P2/P1 podem ser afetados principalmente pelas variáveis idade e sexo.