Dinâmica espacial e temporal da qualidade da água no lago de Balbina, Presidente Figueiredo – AM

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Fernandes, Cristiane Nunes
Outros Autores: https://lattes.cnpq.br/2654825110322458
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Geografia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10643
Resumo: O Rio Uatumã é um importante tributário da margem esquerda do Rio Amazonas com extensa diversidade biológica e ecossistêmica. Sua paisagem é destacada pela presença de uma rica fauna e flora, com diversas espécies endêmicas e ameaçadas de extinção. O lago de Balbina se formou a partir do represamento deste rio pela construção da UHE Balbina finalizada em 1987, alterando de forma significativa as características físicas e químicas da água. Este trabalho teve como objetivo geral analisar a dinâmica espacial e temporal da qualidade da água no Lago de Balbina, Presidente Figueiredo – AM. Os objetivos específicos foram: i) analisar a variação espacial e temporal de parâmetros da qualidade da água na área de influência do Lago de Balbina; ii) estimar a concentração de sedimentos suspenso através de imagens do sensor MODIS; iii) Investigar a relação entre as transformações no espaço e a qualidade da água no Lago de Balbina. Dados dos laudos limnológicos do IPAAM foram utilizados para analisar aos parâmetros físico-químicos da água no lago de Balbina entre 2020 e 2021 em conjunto com dados da reflectância do sensor MODIS (2003-2017) para estimar a concentração de sedimento suspenso (CSS). Os resultados indicaram os seguintes valores médios anuais dos parâmetros físicoquímico no Lago de Balbina: a) condutividade elétrica de 9,3 µS/cm; b) pH de 6,4; c) Oxigênio Dissolvido de 7,1 mg/L; d) turbidez de 1,6 NTU; e) Sólidos Totais Dissolvidos de 5,9 mg/L; f) Sólidos Totais em Suspensão de 3,3 mg/L; g) Sólidos Totais 6,2 mg/L. A CSS estimada com uso de imagens MODIS indicou média anual de 2,19 mg/L na UHE de Balbina, de 3,49 mg/L no Rio Uatumã a montante da UHE e de 6,33 mg/L no Rio Pitinga. As concentrações do material particulado em suspensão observadas indicam que na vazante ocorre uma maior retenção de sedimento suspenso à montante da UHE.