Avaliação fitoquímica e farmacológica dos extratos de gengibre amargo (Zingiber zerumbet Smith) para a elaboração de bebida energética

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Souza, Ana Karoline Alves de
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/4267652105702665, https://orcid.org/0000-0002-3885-6707
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Biológicas
Brasil
UFAM
Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9745
Resumo: A preocupação com a saúde e a qualidade de vida estimulou pesquisas na área de alimentos funcionais, sendo necessário que o produto apresente compostos bioativos, como antioxidantes, anti-inflamatório, entre outras substâncias que são responsáveis por sua funcionalidade. Entre os alimentos funcionais mais comuns estão as bebidas energéticas. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo a elaboração de bebida energética a partir de gengibre amargo (Zingiber zerumbet Smith) e guaraná (Paullinia cupana Kunth) com o intuito de obter um produto funcional. Foi realizado a extração de óleo essencial dos rizomas e raízes de Z. zerumbet em 4 e 8 horas, por meio da hidrodestilação, com amostras frescas e secas em estufa, de acordo com a sazonalidade climática de Manaus, além das análises fitoquímicas para avaliação dos compostos químicos presentes nas amostras, físico-químicas do Z. zerumbet e P. cupana para quantificação dos teores de umidade, cinzas, lipídios, proteínas, fibras, carboidratos, valor energético, potencial hidrogeniônico, densidade, acidez e cor, assim como as análises farmacológicas do óleo essencial de Z. zerumbet, após a submissão do projeto ao CEUA/INPA, para a aplicação do teste screening hipocrático, toxicidade aguda (doses via intraperitoneal 250 mg.kg-1; 500 mg.kg-1; e 1000 mg.kg-1; e via oral 1500 mg.kg-1 e 2500 mg.kg-1) e anti-inflamatório (500 mg.kg-1 via oral), e a elaboração das formulações das bebidas energéticas. Os resultados encontrados indicaram o maior percentual de rendimento para amostras secas em estufa com 4 horas, coletadas em agosto (3,48%), com diferença entre os meses sazonais de maio (3,16%), fevereiro (2,32%) e novembro (2,20%). As amostras frescas com menor tempo de extração não apresentaram diferença em relação a sazonalidade. O óleo essencial apresentou sete constituintes químicos nas amostras frescas e secas, com a Zerumbona sendo o composto majoritário, exceto para uma fração seca. A composição físico-química dos rizomas e raízes in natura de Z. zerumbet apresentou destaque para o valor energético com 100,21 kcal.g-1, teor de umidade (84,09 g.g-1), fibra bruta (17,18 g.g-1), carboidratos (9,84 g.g- 1), e pH (11,03). A cor do gengibre apresentou tendência ao croma amarelo e a luminosidade intermediária. A composição do pó do guaraná também apresentou alto valor energético (326,25 kcal.g-1), porém a matéria seca foi de 89,58 g.g-1 por ser um produto desidratado. A cor da amostra G1e G2 do pó do guaraná apresentaram tendência ao amarelo, sendo que G2 indicou um produto mais claro. A avaliação toxicológica do óleo essencial de Z. zerumbet demonstrou baixo efeito tóxico para as doses 250 mg.kg-1; 500 mg.kg-1; e 1000 mg.kg-1 (via intraperitoneal), assim como para as doses de 1500 mg.kg-1 e 2500 mg.kg-1 (via oral). O óleo essencial também indicou atividade anti-inflamatória na dose 500 mg.kg-1 com até 2 horas, assim como ocorreu com o uso da indometacina, como controle positivo. As bebidas energéticas formuladas com extratos alcoólicos e hidroalcoólicos de gengibre amargo e de guaraná apresentaram características organolépticas únicas e peculiares, que garantem interesse comercial. Por fim, o óleo essencial de Z. zerumbet das amostras secas em estufa, com o mesmo tempo de coleta, indicaram variabilidade sazonal para o mês de agosto (período seco). A secagem em estufa apresentou os melhores percentuais de rendimento, e o aumento de tempo de coleta dos óleos essenciais se mostrou ineficiente. O perfil cromatográfico zerumbet detectou sete componentes químicos, com destaque para a Zerumbona. A análise físico-química do gengibre amargo e guaraná apresentaram resultados similares aos dados verificados na literatura, exceto para o gengibre por abordar outra metodologia. O óleo essencial de Z. zerumbet apresentou baixo efeito tóxico para doses aplicadas, e demonstrou atividade anti- inflamatória. Os xaropes simples e as bebidas foram elaborados de acordo com a legislação.