Desenvolvimento de biossensor eletroquímico de baixo custo para identificação da deficiêcia da glicose 6-fosfato desidrogenase (G6PD)
Ano de defesa: | 2022 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Exatas Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Química |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9016 |
Resumo: | O tratamento de malária causado por Plasmodium vivaxum dos fármacos utilizados é a Primaquina uma droga efetiva no combate às formas parasitarias incubada no fígado. Porém, este fármaco pode induzir a hemólise em indivíduos com deficiência da Glicose-6-Fosfato Desidrogenase (G6PD), que afeta milhões de pessoas no mundo. A deficiência da G6PD é uma eritroenzimopatia causada pelo bloqueio da via enzimática do monofosfato hexose que leva ao acumulo de peróxido de hidrogênio causando danos oxidativos ao eritrócito, é uma das mais frequentes enzimopatias conhecidas, variando desde um quadro clínico assintomático à anemia hemolítica crônica ou aguda, colecistite, icterícia e granulomatose crônica. O uso dos biossensores na detecção desta doença tem sido de grande aplicabilidade devido às vantagens que oferece. Tendo em conta essas vantagens que apresentam os biossensores, no presente projeto foram desenvolvidos cinco tipos de sensores eletroquímicos baseados na imobilização da enzima G6PD, tendo como finalidade a sua atividade enzimática. Para a execução dos trabalhos foram empregados como eletrodos de trabalho ouro e carbono, depositando sobre as suas superfícies a mistura de diferentes compósitos, Dihexadecil Fosfato (DHP), Óxido de grafeno (OG), Nanopartículas (NPsAu): DHP-OG, DHP-NPsAu, DHP-OG-NPsAu os quais foram caracterizados e estudados os efeitos que exercem sobre a imobilização da enzima. Os biossensores foram caracterizados usando técnicas como, voltametria cíclica (VC), voltametria de onda quadrada (SWV), espectroscopia de impedância eletroquímica (EIE) e a topografia da superfície e sua estrutura usando técnicas como, microscopia eletrônica de varredura (MEV), espectroscopia de enregia dispersiva (EDS), espectroscopia no infravermelho por transformada Fourier variante reflectância toatal atenuada (FTIR-ATR) e espectrofotometria no ultravioleta visível (UV-Vis) juntados à técnica de ângulo de contato para saber a molhabilidade. As curvas analíticas foram realizadas por voltametria de diferencial de pulso (DPV) e SWV com os parâmetros otimizados para cada técnica e avaliados em PBS 0,1 mol L-1, pH= 7,6 com adições de C(NAD+) 3×10-4 mol L-1 a diferentes volumes na célula eletrolítica. A linearidade mostrou-se desde 7,5×10-7 a 6,0×10-6 mol L-1 com R2 entre 98 e 99 %, os limites de detecção LD e LQ na ordem de 10-6 mol L-1. Os biossensores mostraram ser estáveis por seis dias. |