Quando esse tal de SPI chegou: o Serviço de Proteção aos Índios na formação de Rondônia
Ano de defesa: | 2016 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Museu Amazônico Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Antropologia Social |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://tede.ufam.edu.br/handle/tede/5349 |
Resumo: | O objetivo da pesquisa é descrever políticas e projetos do Serviço de Proteção aos Índios – SPI, no que diz respeito a sua participação no processo da construção de Rondônia. Exercito o procedimento da etnografia histórica; servindo-me de instrumentos antropológicos, sociológicos, historiográficos e geográficos. Deste modo, busco romper com a ausência dessa instituição indigenista no que concerne aos estudos sobre a região em destaque. Para tanto, divido a pesquisa da seguinte forma: no primeiro capítulo, “Rondônia: um trecho do grande cerco de paz” trato sobre “Rondônia” na condição de um projeto político, trazendo Edgard Roquette-Pinto (1915), quando formulou o projeto da construção de uma província antropogeográfica denominada como “Rondônia” homenageando um herói nacional, Cândido Mariano da Silva Rondon. No capítulo dois “A construção da Nona Inspetoria Regional: A política da tutela indigenista na formação de Rondônia”, a partir de documentos produzidos pelos agentes do SPI. Nesta oportunidade, ao passo que o texto é formado pela reunião dos elementos para o estudo da formação de Rondônia, sublinho o contexto no qual a Nona Inspetoria Regional foi construída (1940-1945) chegando a abordar eventos ocorridos na década de 1950. Essa Inspetoria esteve sob jurisdição do Território Federal do Guaporé. O terceiro capítulo, “O SPI nas memórias indígenas: A trajetória Cassupá na formação de Rondônia”, apresento a experiência de um grupo que viveu vários deslocamentos acompanhando o SPI, chegando a viver na cidade de Porto Velho e que nos últimos anos participaram do “Programa de Proteção aos Povos Indígenas Cassupá e Salamãi, na área de influência da UHE Santo Antônio Porto Velho, Rondônia”. A leitura que proponho, além de construir uma cronologia da vida político-administrativa do SPI, focando na construção da Nona Inspetoria, trata-se de compreender sobre uma complexa rede de ações militares e científicas, amalgamadas a um processo de formação de Estado, produtoras de alteridades e mudanças sociais que estruturaram em determinadas proposições a formação de Rondônia. |