Avaliação de frutos amazônicos do gênero Ambelania: estudos químicos e nutricionais
Ano de defesa: | 2023 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Exatas Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Química |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9780 |
Resumo: | Os frutos das espécies Ambelania acida e duckei, conhecidos popularmente como pepino doce e pepino bravo, respectivamente, possuem composições nutricionais e químicas pouco evidenciadas em trabalhos anteriores. Essas espécies são nativas, não endêmicas, do Brasil e pertencem à familia Apocynaceae, cujos frutos possuem atividade antioxidante e anti-inflamatória. Deste modo, foram realizadas em amostras de cascas, polpas e sementes dos frutos de ambas espécies; análises de composição centesimal, mineral, compostos bioativos, atividade antioxidante, ácidos graxos, compostos orgânicos voláteis, e identificação de compostos por CL-EM. O teor de proteínas na polpa de ambos os frutos (2,4 e 2,7 g/100g para A. duckei e A. acida) foi maior quando comparado com frutos da mesma família e outros tropicais. O teor dos minerais K, Ca e Mg presentes nas cascas e polpas de ambos, também se destacaram dentre os demais minerais analisados. As cascas de ambos os frutos, apresentaram maiores quantidades de compostos bioativos bem como melhor atividade antioxidante em relação as suas respectivas polpas. A análise das frações lipídicas da casca, polpa e sementes dos frutos de A. duckei e A. acida resultaram, de forma respectiva, em 14 e 11 tipos de ácidos graxos, sendo os principais: o ácido oleico (casca, 22,52; 23,57%), ácido palmítico (polpa, 17,34; 34,00%) e ácido linoleico (sementes, 47,99; 47,00%). O perfil lipídico e os aspectos nutricionais tinham uma relação AGPI/AGS (0,4-1,8) nas diferentes partes dos dois frutos analisados; os índices aterogênicos (1,87 e 0,72) e trombogênicos (0,62 e 1,63) das polpas de ambos, mostrado de forma respectiva para A. duckei e A. acida, foram mais altos em relação as demais partes dos frutos. A razão entre os ácidos graxos hipocolesterolemicos e hipercolesterolemicos (0,5 - 3,8), calculados para os dois frutos, estão dentro da faixa desejável para um alimento nutritivo. Dentre os COV identificados nas cascas e polpas de ambos os frutos, os terpenos foram os mais abundantes. Notas aromáticas como floral e menta se destacaram no aroma das partes do fruto de A. duckei característicos da β-ionona e 1,8-cineol, já notas como frutado, cítrico e amadeirado foram algumas que se destacaram no aroma das partes do fruto A. acida característicos do α-cubebeno e β-cubebeno. A análise por CL-EM de cascas, polpas e sementes do fruto de A. duckei permitiu a identificação de 26 substâncias como ácido fenólico, flavonoides, alcaloides, terpenoides e proantocianidinas, sendo esta última, a classe dominante encontrada nas cascas e polpa do fruto analisado. Diante do exposto, conclui-se que as polpas dos dois frutos estudados podem ser inseridas numa dieta saudável, e as partes dos frutos normalmente não consumíveis como cascas e sementes, possuem potencial para aplicações comerciais em virtude de suas boas quantidades de componentes nutricionais e bioativos. |