Estudo da ação do intemperismo natural e artificial nos componentes químicos do lenho de três espécies madeireiras da Amazônia por espectroscopia de infravermelho próximo (FT-NIR)
Ano de defesa: | 2014 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Ciências Agrárias Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Ciências Florestais e Ambientais |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://tede.ufam.edu.br/handle/tede/4274 |
Resumo: | A madeira quando exposta à radiação solar sofre degradação química superficial que provoca uma mudança de cor e um enfraquecimento da sua resistência mecânica. Esse processo de degradação superficial é comumente chamado de processo de intemperização. Apesar de apresentarem resultados satisfatórios, os métodos de análise convencionais expõem o operador aos ambientes de risco e/ou materiais tóxicos indispensáveis nas análises. Uma alternativa à tradicional avaliação destrutiva seria o uso de métodos não destrutivos para avaliar as propriedades da madeira. Como opção para realização das análises de forma não destrutiva surge a tecnologia de infravermelho próximo com transformada de Fourier (FT-NIR), que permite obter informações sobre as propriedades químicas de uma amostra. O trabalho teve por objetivo avaliar os efeitos do intemperismo nos principais macroconstituintes da madeira (celulose e lignina) através da tecnologia FR-NIR. Para alcançar o objetivo proposto optou-se pela utilização de resíduos madeireiros de três espécies florestais amazônicas: Maçaranduba (Manilkara huberi), Tauari (Couratari stellata) e Marupá (Simarouba amara) escolhidas por apresentarem alta, média e baixa densidade respectivamente e relativa inserção no mercado madeireiro da região Amazônica. As amostras foram submetidas aos métodos de intemperização natural e artificial, onde o teste de intemperização natural teve duração de um ano e o teste de intemperização artificial teve a duração de 27 semanas. As amostras foram analisadas semanalmente com o espectrofotômetro FT-NIR durante o período dos testes de intemperização natural e artificial. Os resultados dos testes mostraram alteração nos espectros durante os processos de intemperização natural e artificial e provam que a luz UV modificou a estrutura química da madeira por meio da decomposição de constituintes químicos da lignina e da formação de compostos relacionados à celulose. No teste de intemperismo natural e artificial a maçaranduba demora mais para decompor a celulose e a lignina, porém com o aumento do período de intemperização, todas as bandas referentes à celulose e à lignina se alteram e tendem e diminuir. A velocidade de decomposição da superfície da madeira é característica de cada uma das espécies estudadas. |