“Nada será como antes”: legados do indigenismo religioso no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Silveira, Diego Omar da
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/2646291847306206, https://orcid.org/0000-0001-6835-3417
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Antropologia Social
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10781
Resumo: Do impulso missionário de meados do século XIX à construção de um indigenismo crítico entre os grupos religiosos, um século mais tarde, o conceito de missão foi amplamente revisto nos campos da teologia e da pastoral. Os impactos desse processo, tornaram-se visíveis na América Latina a partir do Concílio Vaticano II, quando um conjunto de transformações eclesiais impulsionou também a gestação de organismos específicos, no interior da Igreja Católica e das igrejas protestantes, para tratar da questão indígena. No Brasil, órgãos como a Operação Anchieta – atualmente Operação Amazônia Nativa (OPAN), o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e o Centro Ecumênico de Documentação e Informação (CEDI), criados entre o final dos anos 1960 e o início da década de 1970, impulsionaram importantes transformações nas bases dos projetos missionários e articularam uma vasta rede de agentes institucionais (eclesiásticos e leigos) na defesa da autodeterminação dos povos indígenas, seus direitos à terra e à cultura. A presente tese propõe uma investigação acerca do papel das Igrejas cristãs na emergência do indigenismo alternativo durante a ditadura civil-militar brasileira, bem como busca refletir sobre os processos de arquivamento e construção da memória e da autoimagem de toda uma geração de militantes que, para além da produção acadêmica, ocupam um lugar central na história do pensamento social brasileiro.