“Nada será como antes”: legados do indigenismo religioso no Brasil
Ano de defesa: | 2024 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | , |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Antropologia Social |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10781 |
Resumo: | Do impulso missionário de meados do século XIX à construção de um indigenismo crítico entre os grupos religiosos, um século mais tarde, o conceito de missão foi amplamente revisto nos campos da teologia e da pastoral. Os impactos desse processo, tornaram-se visíveis na América Latina a partir do Concílio Vaticano II, quando um conjunto de transformações eclesiais impulsionou também a gestação de organismos específicos, no interior da Igreja Católica e das igrejas protestantes, para tratar da questão indígena. No Brasil, órgãos como a Operação Anchieta – atualmente Operação Amazônia Nativa (OPAN), o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e o Centro Ecumênico de Documentação e Informação (CEDI), criados entre o final dos anos 1960 e o início da década de 1970, impulsionaram importantes transformações nas bases dos projetos missionários e articularam uma vasta rede de agentes institucionais (eclesiásticos e leigos) na defesa da autodeterminação dos povos indígenas, seus direitos à terra e à cultura. A presente tese propõe uma investigação acerca do papel das Igrejas cristãs na emergência do indigenismo alternativo durante a ditadura civil-militar brasileira, bem como busca refletir sobre os processos de arquivamento e construção da memória e da autoimagem de toda uma geração de militantes que, para além da produção acadêmica, ocupam um lugar central na história do pensamento social brasileiro. |