Filosofia e interculturalidade: um estudo sobre o ensino da filosofia na Escola Estadual Indígena Ticuna Almirante Tamandaré

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Silva, Lizandro Barboza da
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/1718032729493336
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Humanas e Letras
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Filosofia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9237
Resumo: A dissertação tem como temática “Filosofia e interculturalidade: um estudo sobre o ensino da Filosofia na Escola Estadual Indígena Ticuna Almirante Tamandaré”. Indubitavelmente, a filosofia sempre fez parte das reflexões do dia a dia do ser humano, seja de forma direta ou indiretamente. A interculturalidade entra em cena como forma de mostrar a importância de conhecer, interagir e respeitar outras culturas e grupos étnicos sem deixar de lado a essência da identidade cultural. Trabalhar filosofia e interculturalidade é um desafio, tendo em vista que quando se fala em filosofia, ainda nos dias atuais há um estereótipo eurocêntrico de que somente os gregos, alemães, franceses, entre outros povos ocidentais que tem o domínio da filosofia. Porém, há no povo latino americano uma diversidade filosófica intercultural tão rica quanto outras civilizações. Assim sendo, buscamos compreender o aprendizado de filosofia e interculturalidade no ensino médio, observando os conhecimentos necessários ao pleno exercício da cidadania ao tornar o ser humano social, autônomo e inventivo na educação escolar indígena ticuna da Escola Estadual Almirante Tamandaré do município de Tabatinga/AM. O filósofo escolhido realizar este estudo das questões filosóficas interculturais foi cubano Raúl Fornet-Betancourt (1946 por já ter um trabalho sedimentado a partir das perspectivas existências e históricas em uma filosofia intercultural entre grupos étnicos. Inclui também Vera Candau por trabalhar a perspectiva intercultural crítica no ambiente escolar. Foram utilizados também como documentos norteadores a Constitutição de 1988, a LDB nº 9394/96, BNCC-EM/2018 e a Resolução nº 05 das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Indígena na Educação Básica, entre outros que nos ajudaram a entender o processo filosófico intercultural dos povos indígenas. A relevância social deste tema para a educação, é de mostrar alternativas no currículo escolar para além dos muros da escola fazendo um diálogo entre filosofia e interculturalidade. No que se refere aos estudantes, ajudou na troca de experiências e debates em sala de aula. Com relação ao instrumento metodológico optou-se pela fenomenologia para conhecer o que estava encoberto nas relações da filosofia intercultural entre professor e aluno. No primeiro momento tivemos a observação, e logo após foi produzida uma entrevista semiestruturada para os professores. Como resultados obtivemos como aspecto negativo, a falta de materiais didáticos específicos de filosofia intercultural para trabalhar em sala de aula, porém o grande avanço como fator positivo é que os professores são criativos e dinâmicos por trabalharem com os próprios materiais da natureza criando alternativas para o ensino aprendizagem de filosofia intercultural. Por fim, tivemos o produto desta dissertação que foi um livro paradidático intitulado “Filosofia Intercultural em poemas: saberes que estimulam o pensar” em que foi produzido pelo pesquisador, professores e alunos da etnia ticuna, onde é mostrada a realidade filosófica intercultural com temas que envolvem a aldeia indígena Umariaçú.