Viagens na minha terra: a Amazônia (re)visitada no inferno verde
Ano de defesa: | 2014 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Humanas e Letras BR UFAM Programa de Pós-graduação em Letras |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://tede.ufam.edu.br/handle/tede/2386 |
Resumo: | Esta dissertação apoia-se na interface da literatura com a história, elegendo a sociocrítica como referência para a apreciação do livro de contos Inferno Verde cenas e cenários do Amazonas (1908), do escritor Alberto Rangel do Rêgo, em cotejo com Os Sertões (1902) e À margem da história (1909), de Euclides da Cunha. O escopo do trabalho é a reflexão sobre a identidade nacional brasileira aparente na ficção que tematiza o espaço da Amazônia com a discussão sobre o nacionalismo mestiço. Tal visão, presente na abordagem da intelligentsia brasileira de final do século XIX, contrabalançava conceitos de identidade e civilização , buscando entender o paradoxo nacionalismo versus universalismo latente em Inferno Verde, sob a preocupação de se considerá-lo literatura genuinamente brasileira. Nesse ambiente, a trajetória traçada pelo narrador viajante, testemunha do contexto histórico tematizado - a Amazônia do Ciclo da Borracha - deixou como herança uma obra em cuja leitura este trabalho intenta demonstrar o requerido como marca de autenticidade. Para isto, interessam os processos de significação subjacentes, que se materializam no objeto de estudo, acompanhando o imaginário que influenciou a impressão do viajante sobre terras jamais vistas, desde o século XVI, analisando-se também os discursos, os tipos sociais, as representações dos espaços naturais (e culturais) no contexto literário da obra Inferno Verde; os limites da linguagem na representação dos relatos da obra; as concepções sobre a gênese da obra, que guardam contato/dialogam com o olhar; e, por fim, as convicções do europeu sobre a Amazônia intocada, alimentadas por noções etnocêntricas do século XIX, as quais projetam imagens antitéticas do inferno e do paraíso amazônico. Isto posto, intentará o trabalho ter demonstrado no contexto do pensamento e da produção literária da época a figuração de Inferno Verde como uma representação literária atual, inovadora e de aspectos singulares no que se diferencia por seu estilo e visão prospectiva. |