Investigação da biodiversidade e do potencial fermentativo de leveduras isoladas de frutos nativos da Amazônia central
Ano de defesa: | 2024 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso embargado |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Biológicas Brasil UFAM Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10780 |
Resumo: | A diversidade das plantas frutíferas na Amazônia brasileira ultrapassa sua riqueza visível, revelando um vasto potencial bioativo ainda pouco explorado. Com o aumento da demanda por produtos contendo compostos bioativos, a busca por alternativas inovadoras se intensifica, o que ressalta a importância de explorar a variabilidade microbiológica presente em cada planta. Este estudo teve como objetivo investigar a biodiversidade e o potencial de fermentação alcoólica de leveduras isoladas de frutos nativos da Amazônia Central, por meio do isolamento e da caracterização dessas leveduras utilizando métodos bioquímicos e moleculares. Dessa forma, buscou-se avaliar a diversidade e a atividade fermentativa das leveduras, com foco na viabilidade para a produção de bebidas fermentadas a partir de frutos amazônicos. Foram coletados frutos de dez espécies de fanerógamas da região amazônica: açaí, patauá, tucumã, inajá, pupunharana, guaraná, taperebá, araçá-boi, bacuri-do-igapó e ubaia. O resultado foi o isolamento de 24 leveduras, as quais foram identificadas como espécies dos gêneros Meyerozyma sp. (cinco isolados), Pichia (quatro de P. kudriavzevii e três de P. terricola), e Kodamaea ohmeri (quatro isolados). Além disso, foram identificados representantes do subfilo Saccharomycotina (um isolado), da família Debaryomycetaceae (três isolados), da família Rhynchogastremaceae (um isolado) e do gênero Hanseniaspora sp. (um isolado). As análises morfológicas revelaram diferenças celulares entre os isolados, inclusive entre os identificados molecularmente como pertencentes à mesma espécie. A análise fermentativa demonstrou que os espécimes da família Debaryomycetaceae, do gênero Meyerozyma, bem como as espécies Kodamaea ohmeri e Pichia kudriavzevii, foram capazes de fermentar glicose, sacarose e frutose. Destaca-se a P. kudriavzevii, que apresentou as melhores características para o desenvolvimento de bebidas fermentadas regionais a partir de Theobroma grandiflorum (cupuaçu) e Astrocaryum aculeatum (tucumã). |