Detecção de antimicrobianos e enzimas de basidiomycetes da Amazônia, Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Souza, Helenires Queiroz de
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/5424609686559324
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Biológicas
BR
UFAM
Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede.ufam.edu.br/handle/tede/3133
Resumo: A classe Basidiomycetes é formada por aqueles fungos chamados de cogumelos e orelhas-depau, além de outros grupos menos conhecidos. Devido à importância deste grupo de fungos, o presente trabalho teve como objetivo investigar o seu potencial biotecnológico quanto à produção de antimicrobianos e enzimas. Os basidiomas dos fungos foram coletados em áreas de floresta do campus da UFAM, do Bosque da Ciência, Campus/V8 e Reserva de Campina do INPA, localizada na BR 174, km 45, Manaus/AM e Urucu em Coari/AM. Após o isolamento micelial, os fungos foram avaliados quanto ao crescimento radial em meio sólido. Para verificar a produção de antimicrobianos, os fungos foram cultivados em meio líquido BD e GPY durante 30 dias, em repouso a 28oC. Após esse período, o micélio foi seco para determinar a biomassa e os filtrados das culturas foram testados contra Ralstonia solanacearum, agente da murcha de várias espécies vegetais, Corynespora sp., Colletotrichum sp., Escherichia coli, Staphylococcus aureus, Bacillus cereus e Salmonella anatum. Quanto à produção de enzimas, os fungos foram cultivados em meio líquido e testados em meio sólido para proteases, amilases, celulases, pectinases e fenoloxidases. Em outra etapa, foi estudada a produção de amilases e proteases em diferentes fontes nutricionais. Foram coletados 60 fungos, de fevereiro a junho de 2003, e identificadas as famílias Agaricaceae, Auriculariaceae, Cantharellaceae, Ganodermataceae, Hygrophoraceae, Polyporaceae, Russulaceae, Stereaceae, Tremellaceae e Tricholomataceae. A Reserva de Campina foi a que apresentou maior diversidade de fungos. Todas as 18 amostras de filtrados de cultura dos Basidiomycetes, utilizadas nos bioensaios, apresentaram efeito inibitório contra um ou mais microrganismos-teste. As espécies E. coli, S. anatum e B. cereus, além de halos de inibição, apresentaram halos de estímulo de crescimento. Não foi observado efeito inibitório contra os fungos Corynespora sp. e Colletotrichum sp. O filtrado do fungo Trametes sp., cultivado em meio GPY, foi o que apresentou maior atividade de inibição. O meio de cultura BD favoreceu maior produção de biomassa seca. Dos dez fungos estudados, foi detectada a produção de proteases e celulases por todos os isolados, quatro produziram amilases, cinco fenoloxidases e um pectinase. Para a produção de amilases, os fungos cultivados em meio acrescido de farelo de trigo apresentaram os maiores halos. Para a produção de proteases, os maiores halos foram observados para os fungos crescidos em meio com farinha de peixe.