A metropolização regional periférica aquém da metrópole – a região metropolitana de Manaus vista do lado de lá
Ano de defesa: | 2024 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | , |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Geografia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10019 |
Resumo: | A tese apresentada discorre sobre o processo de metropolização regional periférico em curso na Região Metropolitana de Manaus/RMM institucionalizada no Estado do Amazonas no ano de 2007. Para tal trajetória analítica se teve como objetivo geral analisar o processo de metropolização regional periférico que opera na Região Metropolitana de Manaus/RMM à luz do processo de metropolização do espaço, sendo ele mesmo, o meio, a condição, e o produto da produção da metropolização regional. De modo específico, os objetivos foram: 1. apresentar um corpus teórico-metodológico capaz de afirmar o processo de metropolização regional periférico no Amazonas, a partir dos municípios que compõem a RMM sob a ótica da fragmentação do espaço; 2. apontar os elementos da estrutura metropolitana atual baseada em indicadores quanti-qualitativos nos 13 municípios da RMM, como evidência empírica das características metropolitanas ou atributos capazes desvelar o território metropolitano e a realidade metropolitana periférica; 3. elucidar no território metropolitano os elementos ou as características metropolitanas que permitem a efetiva produção da RMM e como nela se reproduz a metropolização regional periférica; 4. evidenciar no processo de metropolização regional o poder de articulação capaz de superar os critérios unicamente urbanos na estrutura metropolitana, mas que agregue a potencialidade natural amazônica, sobretudo, seus rios e floresta, avultando a tríade povos, rios e florestas, na produção da metropolização regional periférica. A pesquisa ancorou-se metodologicamente na perspectiva crítica, com o movimento do pensamento centrado em matrizes teórico-metodológicas oriundas do método dialético, ou seja, a trajetória da crítica se deu pelas aberturas do método dialético confrontando opiniões, as oposições e contradições. Tal construção teórico-metodológica parte da matriz lefebvreana e, portanto, marxiana, por meio da qual discorreu-se por pares contraditórios ou tríades compondo a relação entre sujeito e objeto, que se dá de modo contraditório. Articulado ao plano metodológico, o plano procedimental considerou campos de cunho teórico-metodológico, empírico e técnico. E sobre todo o aporte científico e metodológico a metropolização regional periférica na RMM, confirmou-se como meio, condição e produto da metropolização regional, se reproduzindo regional e desigualmente de modo “energizado” pelo desenvolvimento regional desigual, pelas condições impostas pela reprodução do espaço metropolitano que tenta homogeneizar um processo com a anulação do modo de vida, subordinado às dinâmicas mais contemporâneas do capitalismo. A metropolização regional periférica na Região Metropolitana de Manaus se dá pelo avanço das fronteiras do agronegócio, da reprimarização da economia com aportes financeiros modernos e da implementação de grandes projetos que introjetam no espaço metropolitano, novas formas, novos conteúdos, novos valores que se espelham nas metrópoles, com ações que se processam no campo/rural moderno, expropriando a mais significativa tríade amazônica: POVOS-RIOS-FLORESTAS, porque o lado de lá, – a periferia do capital e o capitalismo, sob a lógica do desenvolvimento regional desigual – o que impera é o processo de metropolização regional periférico como meio, condição e produto da metropolização regional. |