Os ritos de iniciação e suas influências no processo educacional em Moçambique
Ano de defesa: | 2021 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | , |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Educação, Agricultura e Ambiente - Humaitá Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências e Humanidades |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/8282 |
Resumo: | Esta dissertação está vinculada à Linha de Pesquisa Perspetivas teórico- metodológicas para o ensino de ciências humanas e traz como foco de estudo os ritos de iniciação e suas influências no processo educacional em Moçambique. Trata-se de uma pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências Humanas, pela Universidade Federal de Amazonas, campus universitário Rio Madeira, cujo objetivo foi analisar os processos de produção e ressignificacao dos ritos de iniciação no contexto da educação moçambicana. tendo como elemento principal o diálogo direto com mulheres e homens do grupo Nhungue que atuam em contextos formativos (escolas e associações locais). Os procedimentos metodológicos adotados encontram-se referenciados nas metodologias de pesquisas pós-críticas trazidas por Meyer (2012) e Paraíso (2012) e tem em Andrade (2012) o apoio para as narrativas produzidas junto aos participantes da pesquisa. O estudo foi desenvolvido em Moçambique, especificamente na província de Tete. As perspectivas teóricas adotadas foram articuladas entre autores/as que discutem as (re) significações culturais frente aos processos colonialistas. As discussões a respeito dos ritos de iniciação e suas influências na educação moçambicana mostram em seus resultados que os conhecimentos locais não tem sido considerados nos âmbitos formativos escolares. Na construção dos currículos de ensino colonial e do período pós-independência, os conhecimentos locais foram excluídos do processo de ensino, porém, os significados dos ritos de iniciação na formação da identidade cultural e social do povo Nhungue estão presentes nos discursos dos participantes da pesquisa, que narram os ritos como uma manifestação cultural e uma prática formativa que influencia o modo de pensar e de compreender os valores da educação Nhungue. Nesse contexto, as mulheres Nhúngues assumem as práticas dos ritos de iniciação como suas identidades individualizadas, produzindo outras identidades, através do contato com outras experiências. |