Contribuições morfoanatômicas, estudo fitoquímico e de potencial alelopático, antioxidante e antibacteriano do extrato alcoólico e frações de Piper tuberculatum Jacq. (Piperaceae)
Ano de defesa: | 2019 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia - Itacoatiara Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia para Recursos Amazônicos |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/7354 |
Resumo: | O gênero Piper possui importância tanto ecológica quanto econômica e terapêutica. Estudos com extratos de espécies desse grupo têm demonstrado uma diversidade de metabólitos com atividades biológicas marcantes e muitas são tradicionalmente utilizadas na medicina popular. No entanto, devido a grande similaridade morfológica entre as espécies, é comum ocorrerem erros de identificação e coleta. Logo, são necessários estudos taxonômicos aprofundados. Piper tuberculatum Jacq. é uma espécie bastante utilizada no tratamento de doenças respiratórias e digestivas. Entre seus constituintes estão compostos fenólicos, flavonoides, amidas, taninos, fitoesteróis, fenilpropanoides e terpenoides, aos quais são atribuídas diversas atividades biológicas. Porém, não há estudos sobre seu potencial alelopático. Este trabalho descreve as características morfoanatômicas e histoquímicas da folha de P. tuberculatum, bem como o perfil fitoquímico, potencial alelopático, antioxidante e antibacteriano de seu extrato bruto e frações. Folhas de P. tuberculatum foram fixadas, seccionadas transversalmente e submetidas a análises morfoanatômicas e histoquímicas clássicas. O perfil fitoquímico do extrato bruto (EB) e frações hexano (FH), clorofórmio (FC), acetato de etila (FAE) e remanescente (FR) foram analisados por colorimetria e por Cromatografia à Líquido de Alta Eficiência (CLAE). O potencial alelopático foi investigado por medidas de germinação e crescimento, a atividade antioxidante pelo método de redução do complexo fosfomolibdênio e a atividade antibacteriana por difusão em disco. As folhas de P. tuberculatum são simples, com formato elíptico, margem inteira, ápice atenuado-acuminado, venação broquidódroma e lâmina assimétrica, principalmente na base. Características morfológicas semelhantes às registradas no gênero. Foram observados idioblastos subepidérmicos agrupados, distribuídos na superfície da face adaxial e próximos a feixes vasculares. Este padrão de distribuição foi descrito pela primeira vez em Piper. Testes histoquímicos mostraram que os compostos fenólicos são produzidos nas camadas subepidérmicas e em células do mesofilo, principalmente parênquima paliçádico. Nos testes colorimétricos, quantificaram-se compostos fenólicos, flavonoides, taninos, antocianidinas e fitoesteróis. Já por CLAE, foi identificado e quantificado o flavonoide vitexina. O EB e suas frações apresentaram comprovada atividade alelopática, principalmente para EB, FC e FAE nas concentrações de 500 μg/mL, que diminuíram significativamente o Índice de Velocidade de Germinação (IVG) e o crescimento das espécies testadas. Esse efeito pode estar associado à vitexina. Nenhuma das amostras exibiu atividade antioxidante igual ou superior ao padrão de ácido ascórbico. Somente a FAE a 100 mg/mL exibiu atividade antibacteriana. Este trabalho pode agregar valor significativo para futuros estudos com P. tuberculatum e servir de base para a taxonomia, fitoquímica e demais potenciais biológicos associados ao gênero Piper. Principalmente em relação ao potencial alelopático e algumas características taxonômicas que foram aqui descritos pela primeira vez. |