Estudo da glândula salivar menor de pacientes com Síndrome de Sjögren: análise histopatológica, caracterização do infiltrado inflamatório e associação com o vírus epstein-barr e citomegalovirus

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Vasconcelos II, Antonio Jorge Araujo de
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/5548562970182242, https://orcid.org/0000-0001-5947-1438
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Odontologia
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Odontologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/8881
Resumo: A Síndrome de Sjögren (SS) é uma doença autoimune, mais comumente observada em mulheres. A etiologia por trás da SS não está completamente elucidada, mas alguns fatores ambientais como a infecção por vírus Epstein-Barr (EBV) e Citomegalovirus (CMV) são reconhecidos como influentes na condição. No presente estudo foi avaliado as características histológicas, grau de atividade inflamatória e, sobretudo escore focal de 20 biópsias de glândulas salivares menores com laudo compatível com o que se observa na SS de pacientes diagnosticados com a condição a partir dos critérios do Consenso Americano-Europeu de 2002, sendo a expressão de linfócito T verificada por imunoistoquímica (IQ) e graduada em graus 1 (até 50%), 2 (50%-75%) e 3 (acima de 75%). A presença do vírus EBV foi avaliada por imunoistoquímica e PCR e a presença do CMV por PCR. Oito glândulas satélites adjacentes a áreas de mucocele foram utilizadas como controle glandular normal. A análise histológica revelou alteração acinar (95%), infiltração adiposa (65%), fibrose (90%) e dilatação ductal (100%). Em relação ao grau de atividade inflamatória, o grau 3 foi encontrado em 50% (n=10) das amostras e grau 4 nos outros 50% (n=10). A análise do escore focal (EF) mostrou que 50% (n=10) das amostras apresentaram EF=1; 35% (n=7) apresentaram EF=2; 10% (n=2) apresentaram EF=3 e apenas 5% (n=1) apresentaram EF=4. O foco linfocitário com localização periductal foi o mais prevalente (90%; n=18), seguido do foco em região perivascular (85%; n=17) e em região periacinar (35%, n=7), sendo muitas vezes concomitante considerando essas diferentes regiões. De maneira geral, não houve predominância de linfócitos T nos focos linfocitários avaliados, pois 60% (n=12) das amostras apresentaram grau 1, 25% (n=5) apresentaram grau 2 e 15% (n=3), grau 3. Nenhuma das amostras mostrou imunoreatividade para EBV, porém no grupo controle glandular normal (12,5%, n=1) apresentaram imunoreatividade para EBV. Em relação à amplificação por PCR do EBV, 5% (n=1) das amostras mostraram positividade para os iniciadores da região EBNA1 do EBV e nenhuma das amostras mostrou positividade para CMV. Alterações histopatológicas da glândula salivar menor são frequentes em pacientes portadores de SS, sendo a presença do foco linfocitário fundamental como critério de diagnóstico da doença. Sugere-se que não há importante relação entre a presença dos vírus EBV e CMV na etiopatogenia da SS.