Educação em saúde na disciplina de Ciências: percepções dos profissionais da educação e saúde em Manaus/AM
Ano de defesa: | 2024 |
---|---|
Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | , |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Exatas Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências e Matemática |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10395 |
Resumo: | A desinformação tem causado impactos significativos na sociedade, especialmente durante a pandemia de COVID-19, expondo a fragilidade do conhecimento da população sobre saúde. A disseminação de informações falsas sobre tratamentos e curas revelou a necessidade de um ensino mais eficaz de conceitos de saúde, especialmente no ambiente escolar, onde muitos estudantes dependiam exclusivamente de seus professores como fonte confiável. Os educadores enfrentaram dificuldades ao responder a perguntas complexas sobre a pandemia, muitas vezes por não se sentirem devidamente preparados. Esta pesquisa investiga se o ensino de conceitos de saúde nas escolas prepara os estudantes para a sensibilização sobre sua saúde e a de terceiros ou se se limita a um aprendizado decorativo. A pesquisa documental foi baseada na Base Nacional Comum Curricular, no Referencial Curricular Amazonense e nos Parâmetros Nacionais Curriculares, visando identificar conceitos de saúde e habilidades relacionadas. Em seguida, foram realizadas 11 entrevistas com profissionais da educação, saúde e especialistas em Literacia em Saúde. A análise de conteúdo dessas entrevistas investigou as percepções desses profissionais sobre o ensino de tópicos de saúde na disciplina de Ciências. Os resultados indicam que os profissionais da educação têm a intenção de capacitar os estudantes com competências e habilidades próprias de indivíduos letrados em saúde. No entanto, foram identificadas várias limitações que comprometem a qualidade do ensino sobre tópicos de saúde. Dentre elas, destaca-se a inserção superficial dos conceitos de saúde no currículo formativo, a falta de formação especializada em saúde por parte dos educadores, e o ensino tradicional desses temas, que limita o desenvolvimento da capacidade reflexiva e crítica dos estudantes e a aplicabilidade desse conhecimento em seu cotidiano. A pesquisa ressalta a necessidade de uma abordagem mais holística, transdisciplinar e contemporânea no ensino de saúde nas escolas. A integração dos conhecimentos sobre saúde também reflete nos níveis de Alfabetização em Saúde que uma pessoa pode alcançar, sugerindo que esses níveis podem corresponder ao desenvolvimento de habilidades inerentes ao processo de Alfabetização Científica. Isso é importante para o fortalecimento da sociedade e para preparar os cidadãos para enfrentar desafios e aproveitar oportunidades futuras. |