Expressão imunoistoquímica das proteínas Bcl-2, p16INK4a e Ciclina D1 em carcinomas epidermóides de lábio

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Almeida, Nircleny da Silva
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/0694150475088799
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Medicina
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/7612
Resumo: Introdução: O carcinoma epidermóide de lábio (CEL) é um problema de saúde pública encontrado em vários países ao redor do mundo, existindo uma escassez de dados a respeito da sua incidência na região Norte do Brasil. O estudo dos marcadores do ciclo celular realizado através de técnicas imunoistoquímica constitui uma ferramenta útil para detecção de alterações nesses marcadores. Objetivo: Nesse estudo propusemo-nos avaliar a expressão imunoistoquímicas do Bcl-2, p16INK4a e ciclina D1 em carcinomas epidermóides de lábio, levando em consideração graduação e área histológica e percentual de marcação. Para tanto foram realizados reações imunoistoquímica com os anticorpos anti- Bcl-2, anti-p16 e anticiclina D1 em 14 a 16 amostras dependendo do anticorpo em questão. Metodologia: As lâminas histológicas selecionadas de CELs foram classificadas segundo a OMS (2005) e cada caso de CEL foi avaliado de acordo com a presença de áreas histológicas e percentual de marcação. Foi realizado Teste Exato de Fisher e Teste T de Student. Resultados: Os resultados obtidos revelaram maior incidência no sexo feminino (53%), 67% em região labial inferior e 70% em raça parda. A expressão da proteína Bcl-2 foi de 42,8%, sendo 60% moderadamente diferenciados, havendo 66,6% de marcação em cordões de células neoplásicas e 83,3% em até 25% de células. Para a proteína p16INK4a foi encontrada 68,7% de expressão e destes, 63,6% eram bem diferenciados predominando marcação em pérolas de queratina de 43,7%, massas, lençóis e ilhas de células neoplásicas com 37,5%, o predomínio de marcação foi de 72,7% em até 25% de células marcadas. Conclusão: A expressão da ciclina D1 foi de 37,5% positivos e, destes, 45,4% eram bem diferenciados, havendo 100% de marcação em cordões de células neoplásicas, seguidas por 50% de marcação em lençóis massas e ilhas e pérolas, sendo que 66,6% apresentaram marcação em até 25% de células. Sugere-se que a expressão das três proteínas entre si no CEL ocorra de maneira que Bcl-2 e ciclina D1 estejam diminuídas e a p16 INK4 esteja aumentada nessas lesões.