Ser e sentir-se pai pela primeira vez
Ano de defesa: | 2024 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Psicologia Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Psicologia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10322 |
Resumo: | A parentalidade paterna engloba como o pai atende às necessidades infantis, estipula limites, concede autonomia e promove habilidades na criança. Essa dissertação se dividiu em dois estudos: uma revisão de escopo da literatura nacional e um estudo qualitativo. A revisão de escopo objetivou investigar as evidências brasileiras sobre a parentalidade paterna. Foi realizado um levantamento nas bases de dados Scielo, Pepsic, IndexPsi e Lilacs, de estudos realizados entre 2018 a 2023. Dos 201 estudos encontrados, 20 atenderam aos critérios de elegibilidade. Os resultados evidenciaram que, para além da provisão financeira, o pai promove o desenvolvimento infantil numa relação afetiva recíproca, com estratégias disciplinares, exploração do ambiente e socialização, somados à corresponsabilidade das funções parentais com as mães, e pela presença de uma rede de apoio. O estudo qualitativo teve por objetivo investigar de que forma a diferenciação de self influencia a parentalidade de homens primíparos. As narrativas de dois homens primíparos foram coletadas por meio de entrevistas episódicas e analisadas segundo a Teoria Sistêmica de Bowen. A análise resultou em três temas: ‘felicidade paterna’, ‘indiferenciação-diferenciação parental’ e ‘diferenciação intergeracional’. Esses temas evidenciaram a felicidade paterna diante do crescimento do filho, da consolidação de vínculos mútuos e do gerenciamento do estresse; a necessidade de evitar a parentalidade coercitiva e o descontrole emocional e de estimular a autonomia infantil e o compartilhamento de controle parental com a mãe; e, tendo em vista sua história de criação, a busca por uma paternidade participativa e afetuosa, e por figuras parentais que prezem pela autonomia e pertencimento entre pais e filhos. Enquanto limitações, no estudo 1 houve a necessidade de refinar as estratégias de busca, identificando outras possíveis experiências masculinas na parentalidade. Já no estudo 2 os critérios de inclusão deixaram de acolher outras perspectivas paternas; houve a ausência de vínculos iniciais com os participantes, que resultou em desistências no recrutamento; o uso de videochamadas ao invés de entrevistas presenciais, que podem ter afetado a qualidade e a liberdade de entrevistado e pesquisador durante a entrevista. Conclui-se que os achados que ambos os estudos podem ser valiosos para pesquisas sobre paternidade e masculinidade, na medida em que podem elucidar os contornos em que o homem sente, cuida, dá valor às pessoas em sua vida e se reconhece em sua própria história. |