Produção e caracterização de coagulante por fungo filamentoso: uma fonte alternativa e renovável de enzimas proteolíticas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Barros, Ana Cristina Viana
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/6332338304664436
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Biológicas
Brasil
UFAM
Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9903
Resumo: A crescente demanda por enzimas com atividade coagulante do leite bovino tem impulsionado pesquisas na área, resultando em uma maior busca por fontes dessas enzimas para suprir o mercado. Proteases são enzimas de significativa relevância econômica e podem ser sintetizadas por diversas espécies de fungos filamentosos, incluindo aquelas pertencentes ao gênero Aspergillus. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar a produção e caracterização das proteases coagulantes sintetizadas pela espécie Aspergillus oryzae DPUA1624. A cultura matriz foi desenvolvida CYA [Czapek 0,5% (p/v) + extrato de levedura 0,5% (p/v)] e mantida por sete dias a 25 ºC. Após esse período, foi inoculado uma suspensão de esporos para meio líquido contendo Extrato de Levedura Czapek (CYA); Extrato de Sabouraud (SAB); Glicose, Extrato de Levedura e Peptona (GYP), e a fermentação ocorreu em agitador orbital a 150 rpm e 25 ºC. Após 72 horas, o extrato bruto foi recuperado e filtrado à vácuo. A atividade das proteases foi avaliada utilizando como substrato azocaseína 1% (p/v) em solução tampão Tris-HCl, pH 7,2. A produção de proteases coagulantes do leite bovino também foi determinada quanto ao pH e temperatura ideais, estabilidade de pH e temperatura. Os resultados indicaram que A. oryzae excretou proteases com valores significativos no meio CYA, com atividade proteolítica (17,33 U/mL). A atividade ótima dessas enzimas foi determina em pH 6,0, a 50 ºC. Enzimas com atividade coagulante foram detectadas somente em CYA (30,89 U), com atividade ótima em pH 5,0 a uma temperatura de 50 ºC. Os resultados sugerem que as proteases de A. oryzae podem ser aplicadas em diversos setores industriais, como a indústria alimentícia, têxtil e panificação, ampliando suas possibilidades de uso como importantes ferramentas biotecnológicas.