Perfil epidemiológico e laboratorial de mulheres até 25 anos com diagnóstico de lesão precursora do câncer de colo uterino atendidas em serviço de referência em Manaus.
Ano de defesa: | 2020 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | , |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Medicina Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Cirurgia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/8352 |
Resumo: | JUSTIFICATIVA: Segundo a International Agency for Research on Câncer para 2018, ocorreram 570.000 casos novos e 311.000 mortes por câncer de colo uterino em todo mundo, com percentual de 3,2% de todos os cânceres. No Brasil, para o triênio entre 2020-2022, o número de casos novos estimados é de 16.590, mostrando maior incidência na região norte, com 21,20/100.000 mulheres, sendo 33,08/100.000 a taxa estimada para o Amazonas. OBJETIVO Geral: O rastreio é necessário para diagnosticar a lesão precursora, em tempo oportuno e definir a conduta ideal. OBJETIVOS Específicos: O diagnóstico dessas lesões exige estratégias organizadas para triagem da população alvo, propiciando o tratamento adequado para evitar casos novos da doença invasiva. Considerar novas adequações e revisões dos protocolos regionais atuais para o câncer de colo, pode ser uma estratégia para o rastreio de mulheres abaixo de 25 anos, considerando-se uma população com lesões persistentes pelo Papilomavírus Humano, com necessidade de consulta e rastreio regular. MÉTODO: Este trabalho, desenvolvido no Ambulatório Araújo Lima em Manaus, é retrospectivo transversal, com consulta aos prontuários. Analisou-se dados epidemiológicos, exames citológicos, colposcópicos e histopatológicos de pacientes atendidas no serviço de patologia do trato genital inferior em Manaus, entre 2014 e 2018. Um banco de dados foi criado, no programa Excel para inserção das variáveis epidemiológicas, ginecológicas, além dos resultados de exames citológicos, colposcópicos e histopatológicos que também foram tabulados. RESULTADOS: Observou-se que 60,5% de mulheres, com lesão intraepitelial de alto grau na citologia, tinham confirmação na histopatologia. O tratamento excisional ocorreu em 45,9% das pacientes. O total de 97,4% de peças excisadas tinham margens livres de lesão. CONCLUSÕES: Os dados da pesquisa propõem uma reflexão, sobre a cobertura ideal da triagem no Amazonas realizada em mulheres abaixo da idade de rastreio, com fatores de risco que podem interferir na evolução da lesão. O consenso nacional propõe um rastreio de base populacional, no entanto, os resultados nos remetem preocupação quando se considera particularidades da região norte, onde mulheres jovens com lesão precursora podem evoluir sem abordagem adequada e oportuna, outras nem conseguiriam chegar a um centro de saúde do interior do Estado. |