Revelando a diversidade críptica de um passarinho monotípico (Tachyphonus phoenicius, Aves, Thraupidae) especializado em um hábitat insular na Amazônia
Ano de defesa: | 2022 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Biológicas Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Zoologia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9103 |
Resumo: | Diversidade críptica refere-se a entidades taxonômicas sob uma única nomenclatura, com caracteres fenotípicos praticamente idênticos. Tal conceito tem sido melhor explorado desde o advento de ferramentas (principalmente moleculares) que auxiliam na delimitação e nomeação destes táxons, mesmo em grupos bem documentados, como as aves. Aqui, investigamos o histórico taxonômico e a diversidade críptica de um passarinho considerado monotípico, próprio das campinas amazônicas, o tem-tem-de-dragona-vermelha Tachyphonus phoenicius Swainson, 1838. Esta ave tem um encontro da asa (dragona) característico, com ampla distribuição neste ambiente insular e um histórico de classificação controverso. Além disso, estudos antigos e recentes sugerem a existência de linhagens crípticas inseridas neste passeriforme. Baseado nisso, investigamos detalhadamente sua história taxonômica, tendo como resultado que T. phoenicius não possui localidade-tipo bem definida desde sua nomeação por Swainson e que o holótipo provavelmente está perdido. Desta forma, designamos neótipos e paraneótipos do Viruá devidamente registrados, com informações de morfometria e genética (ND2 e ACO1), proporcionando a base para os estudos taxonômicos e sistemáticos subsequentes. Também investigamos a diversidade críptica em T. phoenicius com dados de morfometria, ND2 e UCEs provindos de estudos anteriores e novos, testando hipóteses de duas e quatro populações distintas. Para dados morfométricos uni e multivariados fizemos uma análise de coloração da dragona classificada em 4 níveis, testes de Mann-Whitney e Kruskall-Wallis com contraste de Dunn, análises de componentes principais e de similaridade, processados no PAST. Para dados genéticos, analisamos a estrutura populacional (STRUCTURE), reconstrução filogenética para ND2 (BEAST2) e UCEs (ASTRAL-III), e delimitação de espécies (iBPP). Nossos resultados, a maior amostragem e integração de dados morfogenéticos já documentados para a espécie, indicam importantes variações de caracteres morfológicos no sentido norte-sul do Rio Solimões-Amazonas, mesmo na coloração da dragona. As análises genéticas também mostram uma clara diferenciação bem suportada no mesmo padrão geográfico, além de indícios da formação de populações a leste e a oeste do Rio Branco, evidenciando o status taxonômico politípico de T. phoenicius com pelo menos uma sp. nov. no sul do rio Solimões-Amazonas, despertando implicações relevantes para a conservação das campinas amazônicas e contribuições para a melhor compreensão da biodiversidade da avifauna na Amazônia. |