Microplásticos em peixes siluriformes comercializados em Itacoatiara (AM), Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Azevedo, Isreele Jussara Gomes de
Outros Autores: https://lattes.cnpq.br/7826958102418928
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia - Itacoatiara
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia para Recursos Amazônicos
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9488
Resumo: A contaminação por microplásticos (MPs) já foi registrada em diversos ambientes e organismos ao redor do mundo. O objetivo do presente estudo foi investigar a ocorrência de MPs em duas espécies de peixes siluriformes Pterygoplichthys pardalis (Castelnau, 1855) e Hoplosternum littorale (Hancock, 1828) considerando o sexo e diferentes partes do corpo dos peixes capturados em áreas de várzea da Amazônia e comercializados e consumidos no Município de Itacoatiara, Amazonas, Brasil. Um total de 150 indivíduos de cada espécie de peixe P. pardalis e H. littorale foram analisados quanto a presença de microplásticos. Ao todo 252 indivíduos foram registrados com presença de MPs, sendo 127 (85%) de P. pardalis e 125 (83%) de H. littorale. Os peixes estavam contaminados com 683 partículas de MPs, variando de 1 a 43 partículas de MPs/individuo, com média de 2,71±3,2 partículas de MPs/indivíduo de P. pardalis e H. littorale. A comparação de ocorrência e tamanho das partículas de MPs entre as espécies, sexo e parte corpóreas, não apresentou diferença significativa. Os MPs com formato de fibra (80%) de cor azul (85,5%) foram os mais abundantes para P. pardalis, e para H. littorale (92% para fibra e 85% para cor azul). As partículas foram identificadas como polietileno tereftalato e poliestireno. O resultado do presente estudo indica contaminação de MPs nos peixes P. pardalis e H. littorale, que são amplamente consumidos pelas comunidades ribeirinhas da Amazônia. Este fato é alarmante já que estas espécies muitas vezes são cozidas inteiras (incluindo as vísceras), o que indica uma rota direta de contaminação de microplásticos para humanos.